Sete presos acusados de serem líderes de facções criminosas que agem dentro dos presídios do Maranhão foram transferidos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, localizado em São Luís, para a Penitenciária Federal de Campo Grande, nesta quarta-feira (12).
São eles: Edmilson Viana Ribeiro Júnior (Presídio São Luís II); Marcos André Silva Viera (Presídio São Luís II); Jimmi Cleiton Alves Siqueira (Presídio São Luís II); Luís Fernando Cruz Rabelo (Centro de Detenção Provisória); Alberto de Carvalho Neto (Centro de Detenção Provisória); Gihelington de Jesus Santos Silva (Centro de Detenção Provisória); e William de Oliveira Costa (Centro de Detenção Provisória).
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os sete presos são de alta periculosidade e se enquadraram nos requisitos do Ministério da Justiça para serem custodiados em presídios federais.
Oito presos seriam transferidos, mas de última hora o preso Leanderson Nonato dos Santos, que estava custodiado na Casa de Albergue do Monte Castelo, não embarcou no Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís.
Este é o segundo grupo transferido do Maranhão desde a crise enfrentada pelo Estado no sistema prisional, onde líderes de facções criminosas vem atuando de forma violenta, de acordo com um relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Esta não é a primeira vez que presos do sistema penitenciário maranhense vão para unidades federais. No dia 20 de julho, nove presos foram para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Todos os internos foram identificados por liderar facções criminosas e que estavam agindo de dentro dos presídios, dando ordens para serem praticados diversos crimes fora do sistema prisional.
A transferência dos presos de alta periculosidade do Complexo de Pedrinhas para presídios federais para desarticular as ações dos grupos que disputam a liderança do tráfico de drogas faz parte das ações anunciadas pelo governo do Estado para combater a violência dentro do sistema prisional.
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