Na manhã desta quarta-feira (19), a Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECO), apresentou à imprensa os acusados pelo roubo da corrente e consequentemente da morte do Policial Civil Dirceu Rodrigues dos Santos, cujo estava com o colega Osmar Ferreira, trabalhando na investigação do furto desta joia.
Na ocasião, o delegado João Eduardo Santana Davanço apresentou Alexsandro Gonçalves Rocha, vulgo Alexia; Marcos da Silva Alves, vulgo Maiara e Jeferson da Silva Alves, vulgo Darlene. Tudo se deu início pelo roubo ocorrido no dia 07 de janeiro, quando, segundo a vítima, um pecuarista, que não teve a identidade revelada, disse a polícia, que tinha parado no semáforo, nas imediações da Costa e Silva, em Campo Grande e teria sido abordado pelos acusados e tido sua joia roubada, uma corrente de valor avaliado em R$ 85.000,00 (oitenta e cinco mil reais).
Em coletiva a imprensa, Alexsandro contou e confessou que matou o policial civil Dirceu dos Santos e que foi ele que fez o programa com o a vítima no dia do roubo que resultou na morte do policial. “Ninguém tinha a intenção de matar alguém. Eu fiz o programa com o homem e ele não quis me pagar os R$ 100 que cobrei. Em seguida ele me deu a joia e disse que depois iria pegar comigo, já que ele era cliente de várias travestis na região. Minhas amigas, que estavam próximas, vieram e uma delas entrou no carro para me ajudar, mas não houve briga. Ele me deu de livre espontânea vontade a joia para penhorar até que ele me pagasse”, disse.
Segundo ele, os dois policiais que faziam a investigação do roubo, não de identificaram como policial, mas sim como ladrões a mando do empresário, que Alexia disse ser um bicheiro, dono da joia. “Um deles ligaram para minha amiga como se fosse marcar um programa e a amarraram e foram com ela até minha casa, onde estava com toda minha família. No local um deles (Osmar) entrou e já foi agredindo e querendo a joia, tentaram me levar e quando vi que iria pegar uma arma, eu consegui mobilizá-lo, com a ajuda de meu irmão e pegar sua arma e atirei sem rumo. Na sequencia, o outro (Dirceu) que estava do lado de fora, veio ao encontro e eu dei mais um tiro, ele correu e caiu na esquina e eu dei mais dois tiros, sem rumo certo, mas parece que foram estes que o matou”, contou friamente Alexia.
Juntamente com a joia, segundo a polícia, os três travestis também levaram a carteira da vítima do roubo e R$ 70 em dinheiro. Os policiais estavam no caso após descobrirem que Jonas Greco Anastácio (22), vulgo Natália, estaria tentando vender a corrente em questão. Em entrevista, a mesma admitiu aos Policiais Civis que estava vendendo a corrente, mas que pertencia a travesti Alexia.
Logo após o homicídio foram realizadas buscas nas imediações, o que culminou na prisão em flagrante de Alexsandro Gonçalves Rocha, e de seu irmão Alexandre Gonçalves Rocha. A corrente de ouro, juntamente com os pertences da vítima Dirceu estava na residência de Lúcia Helena Barbosa Gonçalves (50), mãe de Alexia e de Alexandre, a qual foi presa em flagrante por receptação.
Foi determinado o indiciamento e cumprida prisão preventiva, concedida após representação da Autoridade Policial, pela prática do crime de roubo majorado pelo emprego de arma e concurso de pessoas de Marcos da Silva Alves (21), Jeferson da Silva Alves (20), e Alexsandro Gonçalves Rocha (21). Os três estão presos. Jonas Grego Anastácio e Alexandre Gonçalves Rocha, também estão presos pelo homicídio do Policial Civil e também foram indiciados pelo crime de receptação
Com o trio, a Polícia prendeu ainda uma faca, que segundo as travestis seria usada para cometer furtos, mas negaram que tenham usado a arma branca no roubo da joia.