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Polícia

DERF apresenta dois acusados de terem assaltado joalheria na Capital

18 março 2014 - 06h28 Por Mariana Anjos e Leticia Oliveira

Após mais de um mês de investigação, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF) esclareceu roubo a uma joalheria da Avenida Calógeras, em Campo Grande, ocorrido no dia 07 de fevereiro. Na ocasião, foram levados joais e relógios, cerca de 260 peças de joias e 42 relógios, que resultam, segundo avaliação, em torno dos R$ 30 mil em prejuízo.

Na manhã desta terça-feira (18), foram apresentados dois acusados de integrar a associação criminosa responsável por este crime que estão presos. Cleiton Pereira da Silva, 31 anos, e Jadir Cesar Amorim Leite, 41 anos, estão detidos e foram reconhecidos pelas vítimas como os autores do assalto.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Dr. Fábio Peró, a parte que ficou com o Cleiton ele vendeu e a parte que ficou com o Jadir, ele fala que trocou tudo na Bolívia por droga. “No dia do crime, um dos os autores que está sendo apresentado, no caso o Jadir, entrou na relojoaria ou joalheria perguntando para a proprietária sobre o marido dela, como ele não estava, ele se retirou e ficou monitorando o local. Assim que ele retornou, o Jadir voltou novamente no local e anunciou o assalto, mandando que todos que estavam lá, recolhessem todo o material que estava exposto na vitrine”, contou.

Com relação às investigações, o delegado conta que foi repassado a central deles, a placa de uma motocicleta que teria sido vista nas proximidades do ocorrido, sendo conduzida por uma mulher e que possivelmente teria prestado auxilio a fuga desses autores. “Os investigadores começaram a puxar o cadastro da motocicleta e puxando todos os antigos donos até chegar s mulheres envolvidas, que seria a convivente do Cleiton, cujo é evadido da colônia. O pessoal montou uma campana na residência dele e conseguiu efetuar a prisão. Em seguida foi possível identificar o Jadir, quando chamamos as vítimas e foi feito o primeiro reconhecimento fotográfico e após a sua prisão formalizou o seu reconhecimento pessoal”, destacou.

“Essa mulher, sendo a mulher do Cleiton, foi indiciada como participação no roubo em razão dela ter levado um dos autores até a cena do crime e posteriormente ter dado a fuga, além de ter sido encontrado com ela, parte dos objetos roubados. Uma outra mulher foi indiciada, após a confirmação de que ela comprou parte das joias, que o Cleiton vendeu, sendo assim, identificada e indiciada por receptação. Ambas foram liberadas”, disse o delegado.

De acordo com Jadir, ele nega a participação e diz que não está envolvido no crime. “Me prenderam por que tenho muitos amigos, mas tenho muitos inimigos também. Fizeram isso para me complicar”. Já Cleiton, disse que somente deu uma carona, mas que não fez nada durante o assalto.

O passo agora é tentar identificar o “marquinhos”, que segundo relatado pelos presos, é o dono da arma, um revolver calibre 38. Eles serão indiciados por roubo em concurso de pessoas e emprego de arma de fogo, o que pode leva-los a, aproximadamente, 7 a 10 anos de prisão.

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