A delegada Maria de Lourdes Cano, titular da Defurv (Delegacia de Furto e Roubo de Veículos) disse ao MS Repórter nesta segunda-feira (7) que as investigações sobre o caso do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32 anos, ainda não foram concluídas e devem continuar nos próximos dias.
“Eu tenho dez dias de prazo para concluir, eu ainda tenho que individualizar a participação de cada um no crime. Já estamos com esses detalhes quase fechados, mas não vou passar agora por que algumas coisas ainda estão sendo investigadas”, disse a delegada.
Ainda de acordo com a titular da Defurv, a vítima foi chamada para mostrar o carro na saída para São Paulo e na rotatória da fábrica da Coca-Cola, ele já havia sido visualizado por um dos acusados que o levou até a residência onde o corpo foi encontrado, na rua Rio Grande, esquina com a Avenida Souto Maior, Bairro São Jorge da Lagoa, em Campo Grande.
“Tudo indica que a motivação do crime foi o carro mesmo. Eu acredito que a vítima tenha sido morta por ter visualizado os autores e por que eles pretendiam matar realmente”, conclui Maria de Lourdes Cano.
Quatro pessoas acusadas de envolvimento com o crime já estão detidas, entre elas uma menor de 17 anos. Um dos criminosos foi preso no sábado (5), outro na madrugada de domingo e a adolescente foi encontrada na casa onde o corpo estava escondido, o outro acusado foi preso posteriormente no domingo (6), e o funileiro que fez as alterações no veículo Golf também está preso. “Estamos investigando para ver se é uma quadrilha especializada neste tipo de crime”.
A delegada informou ainda que devido ao estado de decomposição que o corpo se encontrava não era possível afirmar que Erlon houvesse tivesse sido torturado antes de morrer, porém “pode-se concluir que o crime foi realizado de maneira bastante fria”, disse a delegada.
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Delegada Maria de Lourdes Cano, disse ao MS Repórter que em até dez dias irá concluir o inquérito do caso. Foto: Mariana Rodrigues/MS Repórter