A Polícia já tem indícios de quem realmente efetuo o disparo que culminou na morte do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32 anos, no dia 1º de abril, após ter colocado seu carro, um Golf, a venda em um site de compra e venda, conforme informações da delegada titular da Defurv (Delegacia Especializada na Repressão a Furtos e Roubos de Veículos), Maria de Lourdes Cano, na manhã desta quarta-feira (9).
“Embora haja conflito entre os acusados em afirmar isso, com o resultado da perícia e com a arma que vai ser localizada, com certeza, será definido quem realmente atirou, embora já se tenha certeza de quem seja”, afirmou Maria de Lourdes.
A delegada esclareceu ainda a volta do funileiro Athaide Pereira Santos, 50 anos, à prisão, já que havia sido arbitrada fiança e ele já havia sido liberado. “Ele voltou para ser ouvido novamente, por que surgiram outras dúvidas e também para esclarecer a população o que realmente aconteceu e qual foi a participação dele no ato criminoso, mesmo que comercial, por ele realizado”.
De acordo com a delegada, o trio deu várias hipóteses e afirmativas em relação à morte, “mas na realidade o que se pode afirmar é que eles tinham intenção de matar essa vítima realmente. Os próprios autores, não permitem que a vítima os veja da forma que os viram tão facilmente e os deixam com vida e liberam”, esclareceu Maria de Lourdes.
Sobre a facilidade que os acusados tiveram em trocar a placa do veículo por outra do mesmo modelo e ano que o Golf de Erlon, além das outras alterações que foram feitas, a delegada diz que algumas pessoas já especializadas no roubo de veículos, quando almejam roubá-lo, “já tem uma placa de reserva, de um veículo igual, inclusive do mesmo ano e modelo igual. Por que ele transita em qualquer local muito facilmente e ele burla até mesmo a fiscalização até mesmo que o visualiza naquele momento”. A hipótese é que a placa que os acusados colocaram no veículo seja clonada, mas isso ainda não foi comprovado.
Durante interrogatório o trio afirmou que usaria o veículo para praticar roubos em Campo Grande, mas segundo Maria de Lourdes, há uma grande possibilidade que esse veículo seria transportado por Maracaju até chegar ao Paraguai.
A delegada informou que a Polícia Civil só chegou até o local onde o corpo da vítima estava jogado em uma fossa séptica por que dois dos autores que estão presos informaram o local. “Se não fosse dessa forma jamais a polícia chegaria naquele local, por que são residências e não teria como abordar todas as residências daquele local ou de qualquer outro para se verificar a localização de um corpo que havia sido jogado da forma que o Erlon foi”.
Outra vítima chegou a mostrar o veículo para os acusados, no dia anterior ao encontro com Erlon, dia 31 de março. “O veículo, também era um Golf de cor prata, mas devido a um desacerto de horário entre os autores com aquele que conduziu a vítima até aquela residência, a mesma casa onde o Erlon foi morto, não houve a execução do crime, assim a vítima já esperando muito tempo resolveu ir embora do local e Deus, inclusive a livrou da própria morte”, disse Maria de Lourdes.
Na próxima terça-feira (15) o procedimento será concluído e todos os autores serão mostrados de novo a imprensa, onde será delimitada a participação de cada um deles. De acordo com a delegada responsável pelo caso, a reconstituição também será efetivada, com a reconstituição será elaborada toda a trajetória percorrida e o que realmente foi ocorrido naquele local.
“Não há a comprovação ainda de que eles façam parte de uma organização criminosa e que a ordem tenha sido feita do presídio. O que se sabe é que eles são pessoas bastante frias que relatam, às vezes, partes dos acontecimentos, outra parte eles voltam com outros acontecimentos, mas enfim, quando eles falam da morte do Erlon, eles falam de uma morte totalmente fria e relatam também a crueldade praticada”.
Ainda de acordo com a delegada, o local onde ocorreu a morte já estava preparado para que Erlon fosse morto. “A execução já se tem certeza que foi dentro da residência e dali ele foi arrastado até a fossa séptica”, afirmou.
Outro fator importante seriam as denúncias dos vizinhos e população que perceberam a movimentação diferente e o mau cheiro do local, para a delegada isso seria fundamental para que o corpo fosse encontrado mais cedo. “As denuncias da população devem chegar a polícia mesmo não se tendo a confirmação de que ali ocorreu um fato criminoso, o que cabe a polícia investigar e apurar se realmente ocorreu, mas com aquele forte odor que exalava ali qualquer um poderia perceber, era notório, não tinha como dizer que confundia o odor com um açougue próximo, não tinha essa possibilidade, são odores totalmente diferente. Se tivesse sido denunciado, seria possível este corpo ser localizado anteriormente e só não foi uma vez que o caso era bastante complexo e não tínhamos quase nenhuma informação, pois nem a família sabia detalhes, somente que ele tinha recebido uma ligação para um possível comprador de seu carro que estava a venda”, concluiu a delegada.
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
1397080715