Uma página com o nome do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 32 anos, foi criada no Facebook para que o caso “permaneça vivo”. Em apenas dois dias de criação, a página já tem mais de 9 mil seguidores.
O caso indignou toda a população campo-grandense que espera por Justiça. O crime chamou atenção pela frieza da quadrilha, que é formada por jovens e adolescentes que tem passagens criminais e viviam normalmente nas baladas da cidade, como mostra as fotos publicadas por um dos acusados em rede social.
O CASO
Erlon foi atraído pela quadrilha no dia 1ª de abril por meio de um anuncio feito na internet, onde ele havia oferecido um Golf prata. A vítima se encontrou com um dos suspeitos próximo a uma fábrica na saída para São Paulo. O criminoso convenceu o empresário de ir até o Bairro São Jorge da Lagoa, para mostrar o carro a uma tia, que seria a interessada na compra.
Já no local, Erlon percebeu que se tratava de um roubo. Na casa da adolescente, ele foi morto com um tiro na cabeça. O corpo foi arrastado até o quintal e jogado em uma vala, ao lado da fossa. Por cima, foi colocado lixo. Já o Golf foi levado para uma funilaria no Bairro Santa Emília, onde foi pintado de branco e trocado a placa.
Por meio de investigações, a Defurv (Delegacia Especializada de Furtos de Roubos de Veículos) descobriu que a quadrilha que praticou o latrocínio – roubo seguido de morte – do empresário Erlon, também é responsável pela morte de Jadson Diego dos Santos Romualdo, de 25 anos, ocorrido no dia 6 de fevereiro.
Na época, Jadson Diego ganhou o prêmio de R$ 10 mil de um título de capitalização. Na volta para a casa no Parque do Lageado, ele foi abordado pelos suspeitos que roubou o dinheiro, matou a vítima e a queimou próximo ao lixão da Capital. A ossada carbonizada foi encontrada por populares após 13 dias. Além disso, amigos da vítima já haviam registrado um o desaparecimento de Jadson Diego.
O inquérito ainda não foi concluído, porém a polícia apurou algumas informações sobre as possíveis causas do assassinato. Dentre os suspeitos, um deles é o mesmo que participou do latrocínio do empresário, e por conta disso, a delegada responsável pela investigação, Maria de Lourdes Souza Cano, chegou até a quadrilha.
Os suspeitos foram identificados como sendo Thiago Henrique Ribeiro, de 21 anos, que trabalha em uma fábrica de refrigerantes na saída para São Paulo, o pedreiro Jeferson dos Santos Souza, de 21 anos, Rafael Diogo, conhecido como “Tartaruga”, de 21 anos, empregado de uma lavanderia de hospital, e o funileiro Athaíde Pereira, de 50 anos. Além de uma adolescente de 17 anos, que teve a identificação preservada.