Menu
Busca terça, 11 de agosto de 2026
Polícia

Placa havia sido encomendada em março; esquema de fraudes será investigado

16 abril 2014 - 07h14 Por Mariana Rodrigues

 Após concluir o caso que resultou na prisão da quadrilha acusada de matar o empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32 anos, a delegada titular da Defurv (Delegacia Especializada de Furto e Roubo e Veículos), Maria de Lourdes Cano, revelou que pode haver um esquema de fraude de placas de carros em Campo Grande. As placas do Golf prata de Erlon, foram trocadas por Thiago Henrique Ribeiro, 21 anos, acusado de ser o autor do tiro que matou o empresário. “A placa que eles utilizaram era ‘quente’, poderia passar tranquilamente por uma blitz caso fosse verificada apenas a placa e não o chassi do veículo”, disse Maria de Lourdes.

“A princípio imaginávamos que a placa fosse confeccionada ou retirada de algum veículo, clonada ou furtada. Mas na realidade essas placas que estavam afixadas no Golf de Erlon foram confeccionadas aqui em Campo Grande por uma empresa credenciada ao Detran. Nós estamos apurando quem solicitou essas placas”, comentou.

De acordo com a delegada Maria de Lourdes, o dono da empresa Íons Emplacamento, localizada na avenida Mascarenhas de Moraes, que confecciona as placas e o Detran-MS, já deram suas versões. “O Detran disse que documentalmente essas placas não chegaram ao órgão. Já o dono da empresa que é terceirizada, disse que as placas foram encomendadas no dia 28 de março, via telefone e por ser um dia bastante tumultuado não foi anotado o nome e nem o endereço do solicitante”, afirmou Maria de Lourdes. O fato das placas terem sido encomendadas bem antes do crime leva a crer, segundo a delegada, que o crime já estava planejado, inclusive a morte da vítima.

“A empresa vai ter que apresentar quem encomendou, mesmo porque tem uma normatização interna do Detran que obriga todas as empresas credenciadas a terem uma norma de conduta e uma dessas normas é que nenhuma dessas placas poderá ser entregue a quem quer que seja, a não ser conduzida por alguém da empresa até o Detran, o próprio Detran faz esse procedimento administrativo junto ao veículo que não ocorreu neste caso”, disse.

De acordo com a delegada, essa empresa está sendo investigada e isso será feito em Autos Apartados, para não tumultuar o procedimento que já está concluído. Como a investigação não pode protelar nesse procedimento, ela será tipo autos complementares desse. “A placa é original, só que o Detran já adiantou que não existe nenhum procedimento administrativo ou seja, não há nenhum procedimento de regularização do veículo, emplacamento, nada. Nenhum procedimento no Detran está em andamento pertinente a este veículo”, adiantou.

Conforme informou Maria de Lourdes, a investigação deverá durar dez dias. “Pode haver participação de despachantes da cidade, pode haver participação da empresa e até de outros órgãos, mas isso tudo será apurado. Se tiver outras placas também em desconformidade, serão apuradas”, completou.

Placa encomendada

Quando a placa é encomendada com determinado número, a solicitação é feita pelo Detran ou por um despachante à empresa, esse é o procedimento normal, isso em casos de placas diferenciadas, não para placas reservas (placas com números aleatórios). “Nesse caso, segundo os proprietários da empresa, eles receberam a encomenda por telefone, que é totalmente errado e segundo eles, isso é rotina, devido ao número alto de pedidos que eles recebem ao dia de encomendas, mas eles não sabem informar quem era o despachante que fez o pedido”, comentou Maria de Lourdes.

De acordo com a delegada, três funcionários e o dono da empresa já foram ouvidos, além de funcionários do Detran.

Leia Também

Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Projeto de IA do Detran-MS
Detran-MS alerta sobre golpe:
Detran-MS alerta sobre golpe: