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Polícia

Delegada diz que autor de disparo mataria Erlon ou qualquer outra pessoa

23 abril 2014 - 08h04 Por Mariana Anjos e Mariana Rodrigues

 Durante a reconstituição da morte do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32 anos, realizada hoje pela manhã (23), a delegada titular da Defurv (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos) Maria de Lourdes Cano, comentou sobre a frieza do autor do disparo, Thiago Henrique Ribeiro, 21 anos, e dos demais acusados, a adolescente de 17 anos e Rafael Diogo, 23 anos.

Para a delegada, o crime foi pensado em conjunto, o trio já havia combinado que roubariam um carro e matariam a vítima. Outra vítima havia ido até o local do crime, a residência onde a menor morava localizada no bairro São Jorge da Lagoa. “Naquele mesmo dia, duas horas antes do Erlon chegar aquela residência, uma outra vítima também tinha ido ao local, em um carro do mesmo modelo,Golf de cor prata e por sorte e ajuda de Deus ele não foi morto”, disse. A delegada acredita que Thiago, a adolescente e Rafael iriam usar o veículo e posteriormente vendê-lo e dividir o dinheiro entre eles.

Dos autores envolvidos na morte do empresário Erlon, apenas a adolescente não tinha passagem pela Polícia, já Thiago tem passagem por estelionato e Rafael já cumpriu pena no sistema prisional.

Questionada sobre personalidade de Thiago, a delegada comentou que o acusado é extremamente inteligente. “Infelizmente ele usa essa inteligência para a pratica do mal. Ele demonstra que é uma pessoa bastante fria, não tem sequer uma análise do fato por ele praticado de forma decente, de uma forma boa realmente. Ele mataria o Erlon e mataria qualquer uma outra pessoa, caso ali ele subjugasse ou que ele quisesse um outro bem, um veículo ou qualquer outra coisa”, afirmou a delegada.

Sobre a adolescente, a delegada informou que a família da jovem é de Campo Grande, porém a mesma optou por morar sozinha quando tinha 15 anos. Conforme apuração policial, a menor era sustentada por um homem de 66 anos, que pagava inclusive, o aluguel da casa onde o crime foi cometido. “A jovem alegava que era sustentada por um tio de consideração, mas na realidade esse homem a sustentava em troca de favores sexuais”.

A delegada também confirmou que a jovem estava praticando atos sexuais com outro rapaz no momento de sua apreensão. “Na hora que a polícia pulou o muro da residência a adolescente estava tendo relação sexual realmente, ela foi surpreendida”, afirmou Maria de Lourdes.

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