Através de uma operação conjunta envolvendo as Polícias Civil e Militar que contou com o apoio do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e do 10º Batalhão da PM, foi possível chegar aos envolvidos pela morte do policial militar Rony Mayckon Varoni de Moura Silva, 28 anos. Desde o dia do latrocínio em que resultou na morte de Rony, no dia três de junho, policiais militares começaram a fazer a Operações Saturação para tentar identificar os possiveis autores.
De acordo com o Comandante do Batalhão de Choque, major Marcos Paulo, após informações da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) e da Agência Central e local de Inteligência, teve início a operação em algumas áreas da Capital. “Nós realizamos várias prisões, apreendemos várias armas de fogo, cumprimos mandatos de prisão, prendemos vários traficantes e nessas prisões começamos a levantar a situação de possíveis autores e, através de uma denúncia identificamos que em uma determinada residência estariam três pessoas que haviam participado diretamente da morte do policial militar”.
No momento em que os policiais realizaram a abordagem, em uma residência localizada na rua Taumaturgo, no bairro Aero Rancho, eles foram recebidos à tiros pelo adolescente E.R.S, 17 anos, que foi alvejado. Ele chegou a ser socorrido, porém morreu no hospital. O adolescete iria completar 18 anos no próximo dia 22, e segundo o major, ele era altamente perigoso e violento. “Ele foi encontrado com mais de 20 munições e um revólver calibre 38, estava preparado para realmente fazer um enfrentamento contra os policiais militares, só que infelizmente ele acabou sendo alvejado”.
Outras pessoas que estavam na casa informaram para a Polícia que duas pessoas que estavam envolvidas diretamente na morte do policial haviam fugido. Fotos e informações do veículo, um Kadett vermelho, usado na fuga foram repassadas para outras unidades policiais, todos os órgãos do Estado foram envolvidos. “Mandamos informações para o DOF, para os Batalhões da área tanto da região de fronteira quanto da região de Divisas e mandamos também para PRF. Após aproximadamente uma hora que isso aconteceu a PRF de Guia Lopes nos ligou informando que haviam prendido os elementos”, comentou o major.
Foram presos Clebson de Lima Vilhagra, 35 anos, Rafael Quadros, 23 anos, Kelvin Santarosa, 21 anos e Johny Franks, 21 anos. Segundo Marcos Paulo, em princípio quem atirou em Rony teria sido o adolescente que foi morto, inclusive, segundo informou ao MS Repórter, a mesma arma utilizada para atirar no policial foi arma ultilizada no confronto com a Polícia. Kelvin também teria disparado contra o veículo em que estava o policial no dia do crime, porém ele estaria em posse de uma pistola ponto 40.
“Todo o material apreendido foi encaminhado para a Derf que dará prosseguimento para definir como foi a dinâmica do latrocínio, qual foi a participação de cada um no crime”, comentou. As armas, o veículo usado na fuga e uma das motos usadas no dia do crime foram apreendidas e estão na Derf.
O adolescente que acabou morrendo no confronto com os policiais, além da extensa ficha criminal, havia praticado outro crime no dia 11 de maio, quando matou uma pessoa no bairro Guanandi II, em Campo Grande. “Eles são pessoas extremamente violentas, todos têm passagens por porte de armas, por envolvimento em homicídios, tráfico de drogas, todos são pessoas violentas. Eles não estavam foragidos, mas alguns estavam com alvará de soltura”, afirmou Marcos Paulo.
Sobre a possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas, o major informou que a Polícia Judiciária é quem irá esclarecer os fatos. “O que sabemos é que foram duas motocicletas com dois indivíduos em cada moto, desses quatros temos certeza que prendemos três, quer dizer, dois presos e um morto, então em princípio resta um , mas esse aí nós não temos informação”. Dos presos, dois têm envolvimento direto com a morte de Rony, sendo que os outros três, foram presos por terem fornecido a arma, auxiliado na fuga e terem acolhido os criminosos.
Marcos Paulo disse ainda que o policial que estava com Rony no dia do crime provavelmente já deve ter prestado depoimento, porém as informações que ele passou aos policiais não ajudaram na prisão dos acusados. “Ele não conseguiu passar informações fidedignas, não foi através das informações dele que nós chegamos ao desfecho. Será montado um inquérito a respeito desse fato, mas provavelmente a corporação vai dar uma resposta posteriormente”.
Pelo menos uma pessoa envolvida no latrocínio pode estar foragida, pois, até o momento ninguém declarou ser o piloto da outra moto que está desaparecida.