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Com conscientização da população, campanha pretende reduzir número de crimes

24 janeiro 2012 - 13h29

Deixar a bolsa ou mochila no banco do carro, deixar o celular em cima do balcão de uma loja ou banco, andar com a bolsa aberta, deixar a carteira em cima da mesa do restaurante. Esses são descuidos comuns que favorecem a ação de ladrões.


Buscando conscientizar a população para ficar mais atenta e evitar atitudes como essas, o delegado Wellington de Oliveira, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil, listou uma série de dicas e orientações que podem melhorar a segurança pública.


“Desde outubro do ano passado, venho fazendo controle da criminalidade na região central que resultou em um levantamento com informações de como a vítima se comporta e de como é a ação dos criminosos”, explica o delegado.


O estudo, que começou durante a pós-graduação em Análise Criminal, mostrou que 40% dos casos de furtos ocorrem por descuido da vítima, esse número pode chegar a 60% se for considerado os casos de furtos em veículos.


“As pessoas ainda tem o costume de deixar a mochila em cima do banco do carro, com notebook, documentos. A oportunidade para o ladrão. O criminoso vai ver o objeto e vai verificar se está fácil de pegar, se tem valor, se é fácil de revender. Tudo isso ele analisa, e geralmente, a vítima dá condições dele agir”, ressalta.


Entre os objetos mais furtados na região central estão celular, notebook, netbook, máquina fotográfica e outros produtos eletrônicos.


As dicas para alertar a população sobre ações que podem facilitar roubos e furtos estão listadas em folders que, por enquanto, estão sendo distribuídos somente para as pessoas que vão até a 1ª Delegacia de Polícia Civil.


A previsão é que na primeira semana de fevereiro a Delegacia em parceira com o Conselho Comunitário de Segurança da Região Central e outros órgãos organize uma mobilização nas áreas com mais ocorrências de crimes. De acordo com Wellington de Oliveira, o projeto faz parte do Programa de Polícia Comunitária, no qual o cidadão ajuda a Polícia a melhorar a segurança pública.


“A ideia é fazer com que as pessoas tenham mais consciência. É preciso vigilância para que ocorram menos furtos. O folder traz recomendações de como evitar situações que podem favorecer o sequestro relâmpago, como agir na rua, durante compras no supermercado, no ônibus, no banco, em casa, restaurantes, nas vias públicas em geral”, conta.


O levantamento foi feito com base em registros de boletim de ocorrência, por isso, o delegado lembra que a população deve ir à delegacia toda vez que for vítima de algum crime para que os policiais possam melhorar a atuação na cidade. “A nossa ideia é orientar para evitar. Mas se caso a pessoa acabar sendo vítima, tem que registrar. Se a pessoa não falar, não tem como a gente saber onde o crime está acontecendo”, ressalta.


O delegado também realizou estudos nas Moreninhas, na época em que atuava na região, para reduzir a violência. Entre as medidas tomadas, está um projeto que reduziu o número de alunos que faltavam às aulas. “São ações que promovem a integração entre a Polícia e a Comunidade e melhora a segurança da sociedade”, finaliza Wellington.


Adriana Oliveira

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