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Política

Após liminar, PDT está sem comando na Capital

6 março 2012 - 13h31 Por Markito

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) está sem comando em Campo Grande. Uma liminar suspendeu as eleições realizadas pelo Diretório Municipal no dia 17 de dezembro. O pedido de anulação foi feito pelo advogado Paulo Renato Dolzan, da chapa concorrente “Frente de Renovação”.

Na petição, Dolzan alegou que ocorreram manipulações forçadas nas eleições internas do partido podendo afetar futuramente o destino da legenda. 

O PDT então tem o prazo de 15 dias, para apresentar cópias dos documentos relativos às novas filiações e desfiliações ocorridas desde 27 de outubro de 2011.O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS) deve informar o número exato de filiados do partido em Campo Grande até 16 de outubro de 2011. E também os nomes dos filiados cancelados ou excluídos, desde 27 de outubro até 17 de dezembro de 2011.

Em sua decisão, o juiz Ricardo Galbiati determinou a suspensão dos atos partidários praticados na convenção (eleição) do dia 17 de dezembro, quando foi eleito o diretório liderado por Paulo Pedra. A decisão é válida "até confronto da documentação a ser apresentada pelo TRE/MS e diretório do partido". Apesar de conceder à liminar, o juiz advertiu Dolzan que se as alegações contidas em sua petição tiverem sido "lançadas aleatoriamente com o objetivo de induzir este juízo a erro", ele terá resposta com as medidas previstas na legislação processual.

A eleição aconteceu no dia 17 de dezembro de 2011. Paulo Pedra foi eleito com 389 votos pela chapa 1 “Trabalhismo de verdade”, e o concorrente Paulo Dolzan da chapa 2 “Frente de Renovação”, teve 126 votos.

Karla Lyara

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