O assassinato de Rodrigo dos Santos Vilar, de 20 anos, e Walquíria dos Santos Vilar, 22 anos, pelo irmão adotivo de 16 anos, tem gerado várias polêmicas sobre adoção. O deputado estadual Professor Rinaldo (PSDB), que é pai adotivo de uma menina, afirma que o assassinato é um caso isolado e não pode ser tratado como exemplo.
De acordo com o parlamentar, o caso chama a atenção das pessoas que fazem a relação do crime com o tema adoção. “Acredito que os pais estejam passando por um momento de conflito psicológico, pois criaram o filho adotivo com o mesmo amor dado aos filhos biológicos”.
Rinaldo também pediu na tribuna que os casais que estão na fila de adoção não tenham receio e não peguem o fato como exemplo. “Já existem muitos preconceitos sobre a adoção, não podemos ampliá-los. Muitos homicídios aconteceram tendo como autores filhos biológicos”, comenta.
Conforme o deputado, hoje há mais de 200 crianças e adolescentes aguardando adoção em Mato Grosso do Sul e ele só têm experiências positivas em relação a adoção. “Meus pais adotaram cinco filhos e eu adotei uma menina”.
Caso
O crime aconteceu por volta das 7 horas do último sábado (7), quando o pai dos jovens, Paulo Vilar, de 51 anos, que é policial aposentado, foi levar a esposa Sônia Vilar, que é cabeleireira, no trabalho.
O adolescente pegou a arma que estava escondida no armário do policial e atirou no irmão, que estava dormindo. A irmã teria ouvido os disparos e saiu correndo, mas também foi atingida. Ela morreu com tiros no peito e na nuca.
Ao chegar em casa, o policial aposentando encontrou os dois filhos mortos. Após o crime, o adolescente ligou para familiares chorando e dizendo que estava arrependido. Por volta das 10 horas, ele se apresentou à Polícia.
O menor foi encaminhado para a Unei Novo Caminho e, em seguida, para a Unei Los Angeles. Ele está em uma sala isolada, pois foi agredido por outros internos.
Karla Lyara
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