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Política

Mais dois prefeitos devem desistir da reeleição

25 maio 2012 - 14h07 Por Markito

Mais dois prefeitos devem desistir da reeleição em Mato Grosso do Sul, ampliando para seis a lista dos que preferem ir para casa cuidar de seus afazeres pessoais. Até a semana passada, apenas quatro tinham anunciado extraoficialmente a intenção de não postular mais um mandato, embora essa decisão só será considerada oficial após as convenções de junho quando os partidos homologarão suas candidaturas.

Os prefeitos de Alcinópolis, Alcino Carneiro (PDT), e de Bela Vista, Chico Maia (PT), devem abrir espaço para outros projetos políticos, caso não decidam mudar de ideia até a data da convenção de seus partidos.

Na semana passada, o prefeito de Amambai, Dirceu Lanzarini (PR), anunciou sua decisão de não postular à reeleição, se juntando aos colegas Gilberto Garcia (PMDB), de Nova Andradina; Dinalva Mourão (PMDB), de Coxim; e Verônica Ferreira de Lima (PR), de Taquarussu.

No atual mandato, 43 prefeitos estão aptos a concorrer às eleições municipais de outubro, incluindo esses eventuais desistentes. Apesar disso, boa parte deles não está empolgada com a ideia de enfrentar as urnas mais uma vez devido a vários motivos. A dificuldade maior é com a situação por qual passa os municípios, principalmente os de pequeno porte.

Em alguns casos, o prefeito prefere abrir caminho para correligionários e até aliados, obedecendo as articulações partidárias de seus líderes políticos. Então vice-prefeito, Alcino Carneiro tomou posse em julho do ano passado em decorrência do afastamento do prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes (PR), que foi preso sob suspeitas de seu envolvimento no assassinato do então presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Antônio Carneiro, filho do atual titular do cargo.

Embora desconheça em sua totalidade o número de colegas que não tem interesse na reeleição, o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), prefeito de Chapadão do Sul, Jocelito Krug (PMDB), avalia que um dos motivos que tem desestimulado os agentes públicos é a falta de uma política tributária consistente.

Segundo ele, a atual política tributária do País engessa os municípios. “O governo federal tem anunciado vários programas que aparentemente contempla a todos, no entanto, o ônus maior sempre fica com os municípios”, exemplifica.

A maioria dos municípios brasileiros sobrevive basicamente dos repasses constitucionais – FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Mariana Anjos / Com Informações Conesul News

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