MS Repórter - Qual ou quais os motivos que faz querer ser prefeito de Campo Grande?
Marcelo Bluma - Minha candidatura surgiu como um projeto do Partido, somado à minha disposição pessoal de ser candidato. Sou candidato a prefeito para apontar soluções para os problemas de Campo Grande, os quais acompanhei durante os meus três mandatos como vereador. Eu quero, como prefeito, mudar a forma como nossa cidade está se desenvolvendo. Quero reestruturar o sistema de planejamento urbano da nossa cidade para que ela possa crescer de forma inteligente, harmônica, e a gente possa ter uma cidade que cresça com sustentabilidade. A marca que quero dar a Campo Grande é fazer dela uma cidade sustentável, que possa ser considerada uma cidade verde e uma cidade que esteja conectada com o mundo para que a gente tenha, de fato, qualidade de vida.
MS Repórter - No cargo de prefeito deverá tratar de diversos assuntos e trabalhar em conjunto com o Governo Estadual e Federal. Como é a sua relação com eles?
Marcelo Bluma - A parceria do município com a união é uma parceria institucional, inclusive a maioria das transferências de recurso da união para o município, do estado para o município, elas estão garantidas na Constituição Federal, são transferências constitucionais que o governo federal e estadual tem que fazer para o município. Como prefeito, vou manter as parcerias e o tratamento institucional que o município deve ter com o estado e com a união, apresentando bons projetos e trazendo recursos. Eu vou ter um relacionamento institucional com Brasília e serei um fiscal exigindo que a união e estado repassem para Campo Grande o que a Constituição exige que sejam repassados.
MS Repórter - Em toda eleição a população reclama da questão da saúde na cidade e é uma das prioridades entre as reivindicaçôes. O que vai fazer para tentar resolver esta questão? Qual a solução?
Marcelo Bluma - Eu vou reestruturar, emergencialmente, a administração da nossa rede pública de atendimento. Eu percebo que não faltam recursos, o que falta é gerência profissional para resolver os problemas da falta de médicos e de remédios e da demora no atendimento e na realização de exames. Com isso, será possível dar uma maior vazão e diminuir os efeitos da superlotação. Essas são questões emergenciais de curto prazo. Entretanto, para resolver os problemas nós temos que atacar as causas. Estamos vivendo em uma cidade doente, infestada por uma grande epidemia que é o stress, provocado principalmente pelo desequilíbrio do espaço urbano e pela falta de sustentabilidade. Precisamos retomar o planejamento urbano da cidade para que ela tenha mais equilíbrio e gere menos stress. Cuidar do trânsito, da violência, do saneamento, das áreas verdes, da poluição do ar, da água, da biodiversidade, entre outros, são necessidades urgentes que estão causando a superlotação nos ambulatórios e hospitais. Para ter saúde é preciso cuidar da cidade como um todo.
MS Repórter - Quais seriam as ações que irá tomar no seu governo com relação a evitar o uso de entorpecentes próximos aos colégios, onde atingem as crianças e adolescentes?
Marcelo Bluma - É possível aparelhar a guarda municipal para que ela faça no entorno das escolas um trabalho preventivo com relação às drogas. Mas o combate ao uso de entorpecentes passa pelo fortalecimento de alguns laços que a cidade está perdendo, que está ligado às relações familiares e também com uma vida com mais valores, principalmente valores religiosos. Eu quero aproximar a administração municipal das atividades religiosas do município, fortalecendo o trabalho de todas as manifestações religiosas que estão estabelecidas em Campo Grande e fazer uma grande parceria com elas, fortalecendo o enfrentamento ao uso de entorpecentes, que estão afetando as nossas crianças e os nossos adolescentes.
MS Repórter - Além da saúde e essa questão das drogas, quais metas serão prioridade? Por que e como?
Marcelo Bluma - Eu estruturei a minha Diretriz Programática em quatro eixos: Campo Grande Democrática, Solidária, Próspera e Feliz. As propostas que sustentam a Campo Grande Democrática são a transparência na administração pública com a utilização da internet, a descentralização administrativa no espaço urbano por meio da criação de centrais de atendimento regionalizadas e a web cidadania – plataforma onde os cidadãos podem participar da administração municipal por meio da internet. Na Campo Grande Solidária eu quero ampliar tanto as políticas de inclusão da juventude, de igualdade racial, mulheres, gênero e diversidade, como também o fortalecimento das políticas de inclusão social. Quero fazer isso ampliando os recursos para a assistência social no município. Na Campo Grande Próspera, a proposta que sustenta essa linha é a implantação e o fortalecimento da economia verde no município de Campo Grande, fundada no uso sustentável dos recursos naturais, com a priorização da economia criativa, que trabalha os negócios baseados na tecnologia, na inovação e no conhecimento. Nós precisamos modernizar Campo Grande nesse sentido e eu vou investir num pólo de tecnologia e fazer uma parceria com as universidades para que a gente possa desenvolver e incentivar no nosso município a geração de negócios virtuais. No eixo da Campo Grande Feliz eu que trabalhar para, a médio prazo, equacionar os problemas da saúde no nosso município e trabalhar para que a gente tenha uma cidade saudável, com a reestruturação do sistema de planejamento urbano municipal e a incorporação da espiritualidade como política municipal de construção da felicidade.
MS Repórter - Acha que a decisão do voto é tomada no período de campanha ou a população leva em conta a história do candidato?
Marcelo Bluma - Tanto o período de campanha quanto a história dos candidatos são elementos que eu entendo que o eleitor leva em consideração para definir o seu voto. A história é importante, mas como as campanhas eleitorais tem sido travadas num espaço de mídia, o momento da campanha tem se tornado um processo muito mais determinante. No passado, a influência da mídia nas campanhas eleitorais era menor, até porque a presença da mídia era menor. Atualmente com as mídias sociais e os sites, a campanha passou a ser um processo muito midiático no momento da campanha. Por isso, na minha opinião, o período da campanha tem sido importante na decisão do voto por parte do eleitor.
MS Repórter - O adversário de hoje pode vir a ser um companheiro de trabalho amanha. como é essa relação pós eleição com os demais candidatos para o mesmo gargo?
Marcelo Bluma - A eleição não é uma disputa pessoal e ela deve ficar no campo da disputa de ideias. Portanto, quando a gente conduz a campanha por intermédio dessa lógica, tendo uma campanha com debate de ideias, fica muito mais fácil de termos um relacionamento com os demais candidatos após a eleição. Quando a eleição parte para os ataques pessoais e familiares, de fato fica mais difícil. Eu tenho uma postura na eleição de fazer um debate das ideias e não no campo pessoal e aí isso facilita o relacionamento com os demais candidatos depois do período eleitoral.
MS Repórter - Para finalizarmos quais as considerações finais?
Marcelo Bluma - Campo Grande precisa renovar na sua política, com novas pessoas, novas ideias, novas propostas e novas práticas de gestão. É preciso que a gente avance para um novo caminho na nossa cidade. Sou Engenheiro Civil, Vereador por três mandatos e bacharel em Direito. Desde que me elegi, participo todos os dias das discussões das questões que afetam a nossa cidade. Por isso, me sinto preparado para ser o prefeito de Campo Grande. E, mais ainda, o programa do Partido Verde - que é um programa baseado na sustentabilidade - me dá tranquilidade e condições para assumir o executivo. Por isso, peço a todos os campo-grandenses o voto no Partido Verde, o Partido da esperança e da sustentabilidade.
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