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Política

Confira a entrevista com o candidato Reinaldo Azambuja

2 outubro 2012 - 09h03 Por MS Repórter - Da Redação

MS Repórter - Qual ou quais os motivos que faz querer ser prefeito de Campo Grande?

Reinaldo Azambuja - São os mesmo motivos que me fizeram entrar para a política: o descontentamento. Campo Grande está crescendo, está bonita, mas o campo-grandense merece mais. Um Novo Tempo para a Prefeitura da Capital começa resolvendo os problemas que há anos afligem a população: a saúde. Além disso, mais de 120 mil pessoas pontuaram os problemas da cidade por meio do nosso programa Pensando Campo Grande. Justamente vem a saúde em primeiro lugar depois segurança, mobilidade urbana (trânsito e transporte coletivo). Mas, também é preciso qualidade em cada um destes.

MS Repórter - No cargo de prefeito deverá tratar de diversos assuntos e trabalhar em conjunto com o Governo Estadual e Federal. Como é a sua relação com eles?

Reinaldo Azambuja - É muito boa. Fui o deputado estadual mais votado, sou um dos deputados federais eleitos pela Veja um dos mais contundentes em suas ações, contestações, votações e projetos. Muitos dos meus projetos viraram leis. Por isso, não tem como haver uma relação ruim. Até mesmo porque um projeto bem elaborado não vai ser negado por ninguém.

MS Repórter - Em toda eleição a população reclama da questão da saude na cidade e é uma das prioridades entre as reivindicaçãoes. O que vai fazer para tentar resolver esta questão? Qual a solução?

Reinaldo Azambuja - Gerir os recursos com eficiência e transparência. A solução começa por aí e vai para a capacitação, a boa distribuição destes dois milhões por dia, a construção do Hospital Municipal – somos a única capital que não o tem -, discutir com a classe médica o piso salarial, qualificar todos os profissionais da saúde para melhor atender a população, implantar câmera de monitoramento na recepção dos hospitais e postos de saúde, dobrar o atendimento do médico da família dos atuais 30% para 60%, contratar onde precisa contratar e para isso não é necessário construir mais nada, até resolver todos os problemas.

MS Repórter - Quais seriam as ações que irá tomar no seu governo com relação a evitar o uso de entorpecentes proximos aos colegios, onde atingem as crianças e adolescentes?

Reinaldo Azambuja - O guarda municipal precisa ser valorizado. Precisa ter um bom salário, ter sua farda paga pelo poder público, treinamento com armas, mais viaturas, para poder realmente proteger a população e coibir o uso de entorpecentes. Mas, antes de tudo é preciso conscientizar os jovens e as famílias. É preciso ter uma disciplina escolar para discutir o assunto. As escolas de tempo integral são soluções praticamente imediatas. Lá o jovem vai estudar um período e no outro se capacitar, fazer serviços manuais, aprender cultura e arte, além de ter reforço escolar. O jovem não vai ter tempo para ser aliciado pelos traficantes. A educação é o melhor caminho para diminuir a criminalidade e o uso recorrente das drogas licitas e ilícitas.

MS Repórter - Além da saúde e essa questão das drogas, quais metas serão prioridade? Por que e como?

Reinaldo Azambuja - A questão das drogas é uma questão também de saúde e segurança. Mas, as pessoas são nossa prioridade e o que elas almejam hoje é esta segurança de poder ir aos parques, praças e shows da cidade sem se preocuparem. Por isso, a implantação do vídeomonitoramento nas praças, parques e toda as regiões de Campo Grande são imprescindíveis para coibir a ação dos marginais, além do que já falamos da guarda municipal, capacitada, equipada e com periculosidade. Outra questão é o trânsito e o transporte coletivo. Vamos implantar o semáforo com fotosensor que vai mensurar a quantidade de carros em uma via e abrir para a passagem dos veículos enquanto em outra com menos veículos permanece fechada. Vamos acabar com a defasagem de ônibus com os 80 que faltam para desafogar do aperto os usuários.

Vamos asfaltar as vias das 65 mil casas sem pavimento asfáltico com drenagem e saneamento básico, sem cobrar nada da população. Seremos transparente e vamos implantar o Painel da Transparência para que a população acompanhe cada gasto da Prefeitura. Vamos sortear as casa em praça pública com critério justo e ético. Vamos congelar o IPTU por dois anos e discutiremos as formas de reduzir este imposto. Vamos sanar as dez mil vagas em defasagem para as crianças que deveriam estar em creches.

MS Repórter - Acha que a decisão do voto é tomada no periodo de campanha ou a população leva em conta a história do candidato?

Reinaldo Azambuja - Hoje ninguém é mais bobo. O povo sabe que quem escolhe os ficha sujas e os ficha limpas é ele. Ninguém obriga a votar em ninguém. O voto é consciente e limpo e com certeza a história do candidato faz toda a diferença. Basta pesquisar para saber quem está sendo processado, quem realmente trabalhou e quem só vive de política.

MS Repórter - O adverário de hoje pode vir a ser um companheiro de trabalho amanha. como é essa relação pós eleição com os demais candidatos para o mesmo gargo?

Reinaldo Azambuja - Nós temos uma boa relação com todos os candidatos, principalmente porque eu e mais dois somos deputados federais, mas não vamos ser incoerentes em nossa conduta. Nossa postura de oferecer nosso nome para que a população julgue nas urnas ainda é uma grande batalha. Nossa política prioriza o povo e o cidadão vai participar da gestão de Campo Grande, fazemos tudo ouvindo as pessoas desde o início e assim governaremos, porque quem ouve mais erra menos.

MS Repórter - Para finalizarmos quais as condiderações finais?

Reinaldo Azambuja - Gostaria de pedir atenção ao internauta leitor. Temos um bom histórico político, sempre fizemos política pensando com o povo, para o povo e Campo Grande é de todos nós. Na hora de votar você também precisa conhecer a história do vice. O meu vice, o Athayde, está aqui. Fazemos reuniões juntos, caminhamos juntos e ele é ficha limpa e luta para que todos tenham direitos iguais em Campo Grande. Queremos pedir que tenham consciência na hora de votar e aonde vamos nos envolvemos com o sentimento de mudança manifestado pela população. Campo Grande merece um Novo Tempo.

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