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Política

Confira a entrevista com o candidato Suél Ferranti

2 outubro 2012 - 09h01 Por MS Repórter - Da Redação

MS Repórter - Qual ou quais os motivos que faz querer ser prefeito de campo grande?

Suél Ferranti - O PSTU, representado pela minha candidatura, quer governar Campo Grande porque entende que somente com um governo dos trabalhadores – classista e socialista, portanto – conseguirá mudar radical e consideravelmente a vida dos que sofrem com o descaso do poder público (capitalista) no que se relaciona, principalmente, à saúde, à educação, à moradia e ao transporte público. Minha escolha pelo PSTU se dera por deliberação de sua militância com o propósito de governarmos juntamente com os conselhos populares, a serem formados a partir de 1º de janeiro.

MS Repórter - No cargo de prefeito deverá tratar de diversos assuntos e trabalhar em conjunto com o Governo Estadual e Federal. Como é a sua relação com eles?

Suél Ferranti - Governaremos sim com os trabalhadores e não com os governos estadual e federal. As prioridades desse governo serão discutidas conjuntamente com os conselhos populares citados. A relação com esses governos se dará com base a uma exigência direta para que rompam com as elites, para que priorizem os trabalhadores, para que não paguem as dívidas públicas, para que, portanto, governem para os oprimidos e não para os opressores.

MS Repórter - Em toda eleição a população reclama da questão da saúde na cidade e é uma das prioridades entre as reivindicaçôes. o que vai fazer para tentar resolver esta questão? Qual a solução?

Suél Ferranti - A situação da saúde em Campo Grande é dramática. O avanço da privatização e o sucateamento da rede pública são brutais. Uma boa parte dos estabelecimentos de Saúde em Campo Grande é privada, grande parte da população tem plano de saúde privado. O PSTU apresenta um programa socialista para a saúde da cidade com a exigência de um sistema de saúde público, exclusivamente estatal, gratuito e de qualidade para a classe trabalhadora. Portanto, somos contra as privatizações e terceirizações. Nenhuma verba pública para os hospitais privados ou filantrópicos. Pela estatização dos hospitais privados e filantrópicos. O governo socialista do PSTU estatizará a Santa Casa. Aplicaremos o mínimo de 6% do PIB para a saúde pública estatal. Com essas medidas, construiremos e reformaremos os postos de saúde nos bairros e hospitais necessários para a população, garantindo consultas de especialistas com, no máximo, uma semana de demora, com prazo máximo de 30 minutos para consultas nos Prontos Socorros. A construção de um Hospital Municipal será discutida por meio do Conselho Popular de Saúde, integrado pelos servidores da saúde, pela classe trabalhadora e pela juventude, após estatização da Santa Casa.

MS Repórter - Quais seriam as ações que irá tomar no seu governo com relação a evitar o uso de entorpecentes próximos aos colégios, onde atingem as crianças e adolescentes?

Suél Ferranti - O PSTU defende a descriminalização das drogas. Não adianta tratar com hipocrisia e com demagogia uma questão tão séria. Enquanto houver proibição haverá comércio clandestino e os jovens da classe trabalhadora estarão propensos ao uso desses entorpecentes e serão aliciados para esse mundo. Quem sai ganhando com a criminalização e a proibição do uso dessas drogas¿ A burguesia, a elite política, enfim, o ESTADO CAPITALISTA, porque que esses sujeitos lucram com essa situação. Defendemos a estatização da distribuição das drogas, com controle por meio do conselho popular específico e, ainda, acompanhamento por parte da gestão socialista e classista do usuário (psicológico, prevenção e saúde especialmente). O uso de entorpecentes não deve ser tratado como questão religiosa, como questão criminosa etc.

A legalização da maconha, da cocaína e de todas as drogas, sob controle estatal do grande atacado e produção afastaria o atrativo para o crime organizado, permitiria maior monitoramento dos usos problemáticos e encaminhamento dos necessitados a tratamentos. Financiados pela própria renda gerada na venda legal, seriam oferecidos no serviço público de saúde. O conjunto das drogas legalizadas acabaria com os efeitos nefastos do chamado “narcotráfico”, encerraria a “guerra contra as drogas”, libertaria os prisioneiros dessa guerra: em torno de metade da população carcerária tanto nos EUA como no Brasil. Seria interrompido o crescimento vertiginoso do encarceramento por drogas, principal fonte de lucros para o sistema penal privado norte-americano e mecanismo de repressão social e racial contra os pobres e os afrodescendentes no Brasil. Reduziriam-se os danos sociais dos usos problemáticos de drogas. Seriam potencializados os usos positivos, tanto terapêuticos como recreacionais. Portanto, preocupar-se com essa juventude é preocupar-se com a causa e essa causa advém de uma sociedade que queremos superar: a capitalista.

MS Repórter - Além da saúde e essa questão das drogas, quais metas serão prioridade? Por que e como? Educação, moradia, transporte e combate às opressões (machismo, racismo e homofobia). São áreas essenciais para a classe trabalhadora pois ela sente na pele a falta da educação e do transporte coletivo públicos, estatizados, além dos problemas corriqueiros como a falta de moradia, com IPTU altíssimo, com falta de saneamento, com o desemprego que poderá ser solucionado com a construção de moradias populares. No que diz respeito às opressões, a classe trabalhadora além de explorada é violentamente oprimida quando se trata de suas mulheres, de suas negras e negros e de seus LGBTs.

MS Repórter - Acha que a decisão do voto é tomada no período de campanha ou a população leva em conta a história do candidato?

Suél Ferranti - O PSTU entende que na sociedade capitalista a decisão do voto é pressionada pela necessidade de os representantes das elites não perderem o poder. Portanto, eles fazem de tudo para continuarem no poder (financiamentos milionários de suas campanhas por parte das empreiteiras, grandes industriais, latifundiários, agronegócio etc... depois esses mesmos grupos cobram a fatura desses eleitos). O voto consciente, classista, socialista virá para o PSTU.

MS Repórter - O adversário de hoje pode vir a ser um companheiro de trabalho amanha. como é essa relação pós eleição com os demais candidatos para o mesmo gargo? O PSTU não está mantendo nenhuma relação com os outros candidatos e não manterá após o pleito. O máximo que nossa legenda poderia concretizar seria uma unidade de ação com o PSOL quanto a ataques advindos das elites contra os trabalhadores. Mas também o PSOL, nestas eleições, não possui um caráter classista e se propõe a “governar para todos”, linha programática que não comungamos. Portanto, os candidatos da coligação Girotto, da coligação Azambuja, do PP, do PV e do PT são legítimos representantes dessas elites, da direita, do governo federal, enfim, dos inimigos da classe trabalhadora pois não governarão para ela.

MS Repórter - Para finalizarmos quais as considerações finais?

Suél Ferranti - O PSTU, representado nestas eleições pela candidatura de SUÉL FERRANTI, quer uma Campo Grande para os trabalhadores, com uma gestão classista e socialista. Os trabalhadores desta cidade (urbana, rural, juventude, aposentados, desempregados) têm uma opção nestas eleições totalmente diferenciada das outras candidaturas, opção esta que tem compromisso ideológico com um programa contra a exploração e contra quaisquer tipos de opressões. Votar por uma “Campo Grande para os Trabalhadores” é votar SUEL FERRANTI 16 para prefeito com vice MICHELLE SANDIM e vereadores 16. Votar útil é votar no 16!!

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