MS Repórter - Em toda eleição a população reclama da questão da saúde na cidade e é uma das prioridades entre as reivindicações. O que vai fazer para tentar resolver esta questão? Qual a solução?
Vander Loubet - O problema da saúde é gestão. Recursos nós temos, e muito. O orçamento federal da saúde quase triplicou com o PT na Presidência. Saiu de R$ 27,3 bilhões (2003) para R$ 72,1 bilhões (2012). No caso da Capital, o repasse do SUS em 2011 foi de R$ 300 milhões e para este ano pode chegar a R$ 398 milhões. Somado ao orçamento municipal dá mais de R$ 700 milhões no ano, R$ 2 milhões por dia. Vou melhorar a gestão desses recursos para resolver a falta de médicos e profissionais de saúde nos postos. No caso dos hospitais, vamos devolver a Santa Casa para a Sociedade Beneficente, já que a intervenção foi um fracasso (a dívida saltou de R$ 30 milhões para quase R$ 120 milhões). Vamos transformar a obra do Hospital do Trauma no Pronto Socorro Municipal. Vamos constituir mais 60 equipes de Saúde da Família, dobrando o número atual para melhor atender aos usuários do SUS e cuidar da prevenção às doenças. E ourta coisa importante: vamos valorizar os médicos e servidores da saúde. Com o apoio e a relação que tenho com ministro Alexandre Padilha, Campo Grande só tem a ganhar comigo na Prefeitura.
MS Repórter - Quais seriam as ações que irá tomar no seu governo com relação a evitar o uso de entorpecentes próximos aos colégios,onde atingem crianças e adoslecentes?
Vander Loubet - Primeiro, acredito ser necessário tratar com mais seriedade o assunto. É uma questão de saúde pública e não podemos encará-la apenas com programas de assistência social. Precisamos de espaços para atender as pessoas que já estão envolvidas, inserir novamente esses cidadãos na dinâmica social. A construção de seis novos centros de apoio psicossocial, sendo dois deles de Álcool e Drogas (CAPS AD) e um infanto juvenil (CAPS I) já está no meu plano de governo. E o mais importante é a prevenção, sobretudo por meio de ações de educação e de cultura, esporte e lazer. O Brasil é hoje o primeiro país do mundo em consumo de crack. Esta realidade tem de mudar. Dentre os meus projetos estão a construção efetiva de um programa de prevenção ao uso de drogas e recuperação dos usuários. Além disso, pretendemos inserir Campo Grande no programa federal criado pela presidenta Dilma, o "Crack, é possível vencer".
MS Repórter - Além da saúde e essa questão das drogas, quais metas serão prioridades? Porque e como?
Vander Loubet - Primeiro, a descentralização da administração, através da criação das subprefeituras nos terminais de ônibus da cidade. Campo Grande é uma cidade de 800 mil habitantes, uma cidade com grande área urbana, não cabe mais governá-la de um prédio na Avenida Afonso Pena. Vamos aproximar a Prefeitura do cidadão. Segundo: a transparência e a participação da sociedade na aplicação dos recursos públicos. Vamos transmitir as licitações pela internet ao vivo e implantar o Orçamento Participativo, política criada pelo PT que é sucesso em várias cidades. Terceiro: uma política tributária de redução de impostos e taxas. Nos dois primeiros anos do meu governo vou congelar o IPTU e nos últimos dois anos reajustá-lo pelo índice da inflação. Também vamos reduzir a tarifa de ônibus para R$ 2,60. Nossa equipe técnica abriu a caixa preta do transporte e identificamos itens que podem e devem ser revistos para reduzir o preço da passagem.
MS Repórter - Acha que a decisão do voto e tomada no período de campanha ou a população leva em conta a história do candidato?
Vander Loubet - Acredito que a população considere os dois. A campanha é um momento decisivo para a escolha do candidato, as prioridades e propostas de cada um refletem o seu posicionamento e a sua maneira de administrar e o eleitor se identifica com uma ou com outra. Mas a história do candidato também é fator relevante, principalmente porque política se faz com competência, experiência administrativa e capacidade de bem se relacionar. Quanto a isso, estou tranquilo pois minha trajetória é marcada por muitas realizações em prol da população de Campo Grande e de todo o Mato Grosso do Sul.
MS Repórter - O adversário de hoje pode vir a ser um companheiro de trabalho amanhã. Como é a relação pós eleição com os demais candidatos para o mesmo cargo?
Vander Loubet - A relação fora do período eleitoral deve ser sempre marcada pela maturidade e pela responsabilidade. Sempre fiz questão de agir assim. O maior exemplo disso está justamente aqui em Campo Grande, onde o PT e o PMDB são adversários históricos. Em 2004 disputei a Prefeitura contra o Nelsinho. Brigamos e lutamos um contra o outro durante a eleição. Mas passada a eleição soubemos trabalhar em conjunto para o benefício da população de Campo Grande. Prova disso são todas as obras do PAC que eu ajudei a trazer para nossa capital. Eu não faço política com rancor. Eu faço política de um jeito moderno, por meio do diálogo e do entendimento.
MS Repórter - Para finalizarmos quais as considerações finais?
Vander Loubet - Estou confiante de que estaremos no segundo turno. Os números das nossas pesquisas internas e a percepção que tenho no contato com as pessoas nas minhas caminhadas e visitas são bem diferentes dessas pesquisas que são divulgadas na mídia com a clara intenção de tentar desanimar nossa militância. Felizmente o PT e minha campanha são fortes e não se abalam com essas notícias. Estou animado nessa fase da campanha. O PT tradicionalmente cresce na reta final, tem excelente chegada. Com a intensificação da nossa campanha de rua tenho certeza que vamos conquistar mais eleitores e eleitoras. Ninguém acreditava que o PT fosse para o segundo turno em 1996 e fomos. Da mesma forma aconteceu na disputa pelo Governo do Estado em 1998. Tenho certeza que atingiremos 25% até sete de outubro.
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