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Política

Confira a entrevista com o candidato Vander Loubet

2 outubro 2012 - 09h00 Por MS Repórter - Da Redação
MS Repórter - Qual ou quais os motivos que faz querer ser Prefeito de Campo Grande? 
 
Vander Loubet - Campo Grande é a cidade que escolhi para viver desde os 14 anos, a cidade onde construí minha carreira e formei minha família. Além disso, sinto estar na plenitude da minha vida política em termos de experiência e capacidade de realização. Já atuei no Executivo como secretário estadual e como deputado federal conquistei excelente trânsito dentro do governo federal. Isso, inclusive, me permitiu ter uma atuação marcante na luta por investimentos para nosso estado e municípios. Por conta dessa experiência, estou apresentando a Campo Grande um rol de propostas e soluções para modernizar e preparar a cidade para os novos desafios deste século e para a marca de um milhão de habitantes - o que deve ocorrer em breve. Temos entraves ao pleno crescimento da Capital, principalmente na saúde, segurança e trânsito. Estou preparado para resolver esses entraves e melhorar a qualidade de vida dos campo-grandenses.
 
MS Repórter - No cargo de Prefeito deverá tratar de diversos assuntos e trabalhar em conjunto com o Governo Estadual e Federal. Como é a sua relação com eles?
 
Vander Loubet - No plano federal tenho uma relação excelente com a presidenta Dilma e seus ministros. Na administração da nossa capital, estreitarei ainda mais esses laços para trazer para Campo Grande a qualidade de vida que a população de fato merece. Como deputado federal, fui um dos principais responsáveis pela viabilização de recursos federais para Campo Grande. Se eleito, essa parceria ficará mais forte. No plano estadual, tenho uma relação muito cordial com o governador André Puccinelli. Independente das diferenças partidárias, sempre que foi preciso atuei em defesa do Estado. Creio que poderemos trabalhar bem em prol da população de Campo Grande.

 

MS Repórter - Em toda eleição a população reclama da questão da saúde na cidade e é uma das prioridades entre as reivindicações. O que vai fazer para tentar resolver esta questão? Qual a solução?  

 

Vander Loubet - O problema da saúde é gestão. Recursos nós temos, e muito. O orçamento federal da saúde quase triplicou com o PT na Presidência. Saiu de R$ 27,3 bilhões (2003) para R$ 72,1 bilhões (2012). No caso da Capital, o repasse do SUS em 2011 foi de R$ 300 milhões e para este ano pode chegar a R$ 398 milhões. Somado ao orçamento municipal dá mais de R$ 700 milhões no ano, R$ 2 milhões por dia. Vou melhorar a gestão desses recursos para resolver a falta de médicos e profissionais de saúde nos postos. No caso dos hospitais, vamos devolver a Santa Casa para a Sociedade Beneficente, já que a intervenção foi um fracasso (a dívida saltou de R$ 30 milhões para quase R$ 120 milhões). Vamos transformar a obra do Hospital do Trauma no Pronto Socorro Municipal. Vamos constituir mais 60 equipes de Saúde da Família, dobrando o número atual para melhor atender aos usuários do SUS e cuidar da prevenção às doenças. E ourta coisa importante: vamos valorizar os médicos e servidores da saúde. Com o apoio e a relação que tenho com ministro Alexandre Padilha, Campo Grande só tem a ganhar comigo na Prefeitura.

 

MS RepórterQuais seriam as ações que irá tomar no seu governo com relação a evitar o uso de entorpecentes próximos aos colégios,onde atingem crianças e adoslecentes?

 

Vander Loubet - Primeiro, acredito ser necessário tratar com mais seriedade o assunto. É uma questão de saúde pública e não podemos encará-la apenas com programas de assistência social. Precisamos de espaços para atender as pessoas que já estão envolvidas, inserir novamente esses cidadãos na dinâmica social. A construção de seis novos centros de apoio psicossocial, sendo dois deles de Álcool e Drogas (CAPS AD) e um infanto juvenil (CAPS I) já está no meu plano de governo. E o mais importante é a prevenção, sobretudo por meio de ações de educação e de cultura, esporte e lazer. O Brasil é hoje o primeiro país do mundo em consumo de crack. Esta realidade tem de mudar. Dentre os meus projetos estão a construção efetiva de um programa de prevenção ao uso de drogas e recuperação dos usuários. Além disso, pretendemos inserir Campo Grande no programa federal criado pela presidenta Dilma, o "Crack, é possível vencer".

 

MS Repórter - Além da saúde e essa questão das drogas, quais metas serão prioridades? Porque e como? 

 

Vander Loubet - Primeiro, a descentralização da administração, através da criação das subprefeituras nos terminais de ônibus da cidade. Campo Grande é uma cidade de 800 mil habitantes, uma cidade com grande área urbana, não cabe mais governá-la de um prédio na Avenida Afonso Pena. Vamos aproximar a Prefeitura do cidadão. Segundo: a transparência e a participação da sociedade na aplicação dos recursos públicos. Vamos transmitir as licitações pela internet ao vivo e implantar o Orçamento Participativo, política criada pelo PT que é sucesso em várias cidades. Terceiro: uma política tributária de redução de impostos e taxas. Nos dois primeiros anos do meu governo vou congelar o IPTU e nos últimos dois anos reajustá-lo pelo índice da inflação. Também vamos reduzir a tarifa de ônibus para R$ 2,60. Nossa equipe técnica abriu a caixa preta do transporte e identificamos itens que podem e devem ser revistos para reduzir o preço da passagem.

 

MS Repórter - Acha que a decisão do voto e tomada no período de campanha ou a população leva em conta a história do candidato?  

 

Vander LoubetAcredito que a população considere os dois. A campanha é um momento decisivo para a escolha do candidato, as prioridades e propostas de cada um refletem o seu posicionamento e a sua maneira de administrar e o eleitor se identifica com uma ou com outra. Mas a história do candidato também é fator relevante, principalmente porque política se faz com competência, experiência administrativa e capacidade de bem se relacionar. Quanto a isso, estou tranquilo pois minha trajetória é marcada por muitas realizações em prol da população de Campo Grande e de todo o Mato Grosso do Sul.

 

MS Repórter - O adversário de hoje pode vir a ser um companheiro de trabalho amanhã. Como é a relação pós eleição com os demais candidatos para o mesmo cargo?

 

Vander Loubet - A relação fora do período eleitoral deve ser sempre marcada pela maturidade e pela responsabilidade. Sempre fiz questão de agir assim. O maior exemplo disso está justamente aqui em Campo Grande, onde o PT e o PMDB são adversários históricos. Em 2004 disputei a Prefeitura contra o Nelsinho. Brigamos e lutamos um contra o outro durante a eleição. Mas passada a eleição soubemos trabalhar em conjunto para o benefício da população de Campo Grande. Prova disso são todas as obras do PAC que eu ajudei a trazer para nossa capital. Eu não faço política com rancor. Eu faço política de um jeito moderno, por meio do diálogo e do entendimento.

 

MS Repórter - Para finalizarmos quais as considerações finais?  

 

Vander Loubet - Estou confiante de que estaremos no segundo turno. Os números das nossas pesquisas internas e a percepção que tenho no contato com as pessoas nas minhas caminhadas e visitas são bem diferentes dessas pesquisas que são divulgadas na mídia com a clara intenção de tentar desanimar nossa militância. Felizmente o PT e minha campanha são fortes e não se abalam com essas notícias. Estou animado nessa fase da campanha. O PT tradicionalmente cresce na reta final, tem excelente chegada. Com a intensificação da nossa campanha de rua tenho certeza que vamos conquistar mais eleitores e eleitoras. Ninguém acreditava que o PT fosse para o segundo turno em 1996 e fomos. Da mesma forma aconteceu na disputa pelo Governo do Estado em 1998. Tenho certeza que atingiremos 25% até sete de outubro.

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