Seis vereadores de Campo Grande oficializaram, na sessão ordinária desta terça-feira (30), a criação de um grupo independente (G6), para votar junto nas matérias que tramitarem na Casa de Leis. O grupo seguirá orientações próprias, independente de suas bancadas e será a maior força de voto, superando até a bancada do PMDB, que contará agora com apenas quatro de seus cinco vereadores, já que Paulo Siufi passa a integrar o G6.
Os vereadores Carlão (PSB), Alceu Bueno (PSL), Dr. Jamal (PR), Edson Shimabukuro (PTB) e Paulo Pedra (PDT) também fizeram adesão ao G6.
A ideia foi bem vista pelo líder do prefeito na Casa de Leis, Alex do PT, que avalia o grupo como um elemento moderador nos debates. “Acho muito positivo, porque não teremos mais a polarização do contra e do pró-Bernal, já que esse grupo pretende ser o fiel da balança. Isso também qualifica os debates”, opinou Alex.
O vereador Paulo Siufi informou que o grupo havia feito outras quatro reuniões, para deliberarem a criação e, ainda, que três outros parlamentares se propuseram a participar das decisões coletivas, mas que não eram bem-vindos. Questionado sobre a situação de sua bancada, Siufi disse que não está traindo seu partido, apenas oferecendo um bom quadro para a cidade, já que o grupo quer atuar de forma independente das alianças partidárias.
O parlamentar citou como exemplo o governador André Puccinelli, que disse à imprensa que até se licenciaria do PMDB para apoiar a presidente Dilma Roussef em sua reeleição. “Quer decepção maior que essa?”, incitou.
Dr. Jamal, também integrante do G6, revela que o principal intuito é “ajudar o prefeito Alcides Bernal a fazer a administração da cidade. Ajudar de forma independente, naquilo que for melhor para Campo Grande, mas não ser aliado”.
Alceu Bueno alega que a decisão dos pares foi baseada no fato de que “todos os integrantes do G6 não devem seus mandatos a ninguém, se não às próprias bases eleitorais” e por isso têm autonomia para caminhar de forma independente.
O vereador Paulo Pedra explicou que as decisões dentro do G6 serão pautadas pela orientação da maioria. “Se a maioria decidir a favor ou contra algo, todos votam juntos”, esclareceu. Em caso de empate, como se trata de seis componentes, todos buscarão juntos o entendimento que irá nortear o grupo.
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Reprodução - Câmara Municipal