O grupo independente formado por seis vereadores de Campo Grande, o G6, começa a dar indícios de que terá vida curta. O vereador Carlão (PSB), expôs na sessão desta terça-feira (7), que “assim como entrou, sai”, caso os pares não respeitem seu posicionamento.
A discordância veio à tona durante a votação da CPI do Hospital do Câncer e Hospital Universitário, aprovada hoje na Casa de Leis. Carlão usou a palavra para advertir de que não permitiria que questionassem seu posicionamento em matérias que tramitam na Casa, uma vez que, mesmo não concordando, respeitava a postura dos colegas, conforme seus ideais.
“Tem parlamentar aqui que vota contrário a projeto pra beneficiar 100 crianças por meio de assistência de um centro espírita, porque é evangélico. Outros não vêm trabalhar em uma determinado dia da semana, porque a religião não permite. A todos esses eu respeito, então não permito que questionem meus posicionamentos”, enfatizou.
O vereador justifica sua entrada no G6 como meio de ter maior representatividade, já que é o único integrante de seu partido na Câmara Municipal, reitera que vota em consenso com os pares, mas ainda assim tem suas convicções. “O G6 originalmente era G4, porque nos identificamos e nos respeitamos, se isso não for preservado eu saio, não tenho compromisso com ninguém, estou aqui para trabalhar por Campo Grande e para isso não preciso estar em grupo nenhum”, resumiu.
Carlão é marcou seus mandatos pelo posicionamento independente de situação ou oposição. O vereador que emergiu do líder comunitário é conhecido por não ter travas na língua e falar o que pensa. “Se eu agisse diferente disso não seria eu”, finalizou.
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