Depois de derrubado o veto do prefeito Alcides Bernal ao projeto de reajuste salarial dos servidores municipais, a prefeitura de Campo Grande emitiu nota de esclarecimento, a fim de tentar minimizar o impacto negativo que o veto pudesse causar à administração.
No texto, o prefeito Alcides Bernal esclarece que o projeto de reajuste salarial dos servidores municipais enviado à Câmara Municipal para aprovação concedeu aumento linear de 7,5% para a maioria das categorias, sendo que a categoria dos administrativos, composta por 8.653 servidores, recebeu o aumento de 18%, muito além do praticado nos últimos anos.
Farmacêuticos, enfermeiros, entre outros profissionais das equipes de saúde reivindicavam aumento linear para todas as categorias, na ordem de 15%, para que não houvesse diferenciações. Médicos receberam 18%, enquanto enfermeiros, por exemplo, ficariam apenas com 7,5%.
O prefeito Alcides Bernal esclareceu também, por meio da nota, que vetou apenas a emenda proposta pela Câmara Municipal, mantendo o reajuste aos servidores. “O reajuste proposto levou em conta o impacto econômico sobre as finanças do município e as necessidades dos servidores e já está incorporado ao salário a ser pago no dia 1º de junho”, explicou.
A Câmara Municipal propôs e aprovou três emendas aditivas e uma emenda modificativa ao projeto de reajuste salarial. A equipe técnica da prefeitura estudou as emendas propostas pela Câmara e considerou que as mesmas impactariam negativamente nas finanças do município e por isso recomendou que as mesmas fossem vetadas.
No caso dos enfermeiros, o reajuste oferecido pelo prefeito representaria R$ 150 no salário dos servidores. Em toda a rede municipal existem hoje cerca de 320 enfermeiros.
No caso dos farmacêuticos, na rede municipal são apenas 90, além de cerca de 40 bioquímicos.
O ônus aos cofres da prefeitura, segundo garantem os trabalhadores, seria inexpressivo, diante do bônus dos servidores.
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