A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada na Câmara Municipal para apurar a suposta falta de pagamentos do Executivo com prestadores de serviço deu prazo até o próximo dia 17, uma segunda-feira, para que a Prefeitura apresente, de maneira detalhada, documentos e contratos com as empresas.
Os vereadores Paulo Siufi (presidente), Elizeu Dionizio (relator), Alex do PT, Otávio Trad e Chiquinho Telles, que compõem a Comissão, definiram na noite de ontem (6) as primeiras estratégias de atuação.
“O povo está esperando uma resposta. Queremos relatórios completos desses empenhos, e não aqueles que foram enviados, no meu ponto de vista, com falhas. Vamos solicitar esses extratos de forma discriminada”, pontuou Paulo Siufi.
“Queremos saber ainda os critérios de pagamento, já que algumas empresas já receberam. Quais foram pagas, quais não foram. Se faltar algum documento, vou entender como dolo”, acrescentou Elizeu Dionizio.
O ato de criação da CPI foi assinado na manhã desta quinta-feira (6) pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Mario Cesar, e publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta sexta-feira (7). Inicialmente, a Comissão foi anunciada com a composição do vereador Ayrton de Araújo, que cedeu lugar ao líder do prefeito, Alex do PT.
Na próxima terça-feira (11), às 16h, os vereadores voltam a se reunir com a documentação inicial que já foi apresentada pelo Executivo. Já na terça da semana seguinte, dia 18, a expectativa é “aprofundar” nos contratos, conforme Siufi. “Não queremos caça às bruxas, só queremos a verdade”, avisou o vereador. “Onze dias é mais do que suficiente para que ele possa enviar essa documentação”, concluiu.
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