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Política

Vereador alerta que esse mês é de discussão da tarifa de ônibus

3 outubro 2013 - 06h56 Por Louíse Lins/Informações assessoria

 No mês de outubro completa um ano de contrato entre a prefeitura municipal de Campo Grande e o Consórcio Guaicuru, responsável pelo transporte coletivo da Capital. E as negociações que vão definir aumento, redução ou congelamento da tarifa devem começar em breve. Por isso, o vereador Eduardo Romero (PT do B) sugere que a sociedade acompanhe as negociações.

Uma das sugestões dos usuários é que somente estudantes comprovadamente carentes tenham 100% de gratuidade. Os demais poderiam pagar, por exemplo, 50% da tarifa como ocorre em Goiânia. Deficientes e idosos (garantidos constitucionalmente) permaneceriam com total gratuidade.

O vereador conversou com alguns usuários do transporte coletivo nas oportunidades que faz uso deste meio de transporte. Um dos questionamentos foi em relação ao pagante arcar com todas as gratuidades fato que causa descontentamento e alguns até classificaram de injusto.

O parlamentar lembra que a redução na tarifa do transporte público foi motivo de vários manifestos no País, inclusive em Campo Grande.  Ele sugere que toda sociedade e, em especial, os movimentos sociais organizadamente acompanhem este período de negociação entre prefeitura e as empresas de transporte coletivo.

O vereador ressalta que no final de maio a presidente Dilma Roussef exonerou, por meio de Medida Provisória, os impostos PIS e Cofins que incidiam diretamente na planilha de custos do transporte coletivo em todo País. Depois a MP virou lei federal. Em Campo Grande a redução foi de R$ 0,10 e começou a valer somente em 1º de julho.

Foi proposta em uma audiência pública na Câmara Municipal a tarifa zero, porém tem que se levar em conta que o empresariado precisa manter sua frota, gastos com combustível, pneus, peças, funcionários, a estrutura ainda demanda muito de melhorias/investimentos e o Executivo também precisa manter suas receitas para não comprometer outras áreas.

‘De imediato, isto seria muito bom do ponto de vista do pagante, mas a cidade precisa ser pensada como um todo. Também não adianta transporte grátis com qualidade pior. Não descartamos 100% a idéia, mas isso demanda uma série de discussões, cálculos porque não vai adiantar comprometer outras áreas’, destaca Eduardo Romero.

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