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Política

CPI da Saúde visita Santa Casa da Capital

10 outubro 2013 - 07h09 Por Louíse Lins/Informações Assessoria

Os deputados estaduais Amarildo Cruz e Junior Mochi estiveram na tarde de ontem (9), na Santa Casa de Campo Grande, durante diligência da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa, a qual apura possíveis irregularidades nos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) para 11 municípios de Mato Grosso do Sul.

Na ocasião, os parlamentares tiveram a possibilidade de conhecer toda a estrutura da unidade hospitalar, obter informações sobre número de leitos, atendimentos, entre outros assuntos.

O presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, acompanhou a diligência e fez questão de mostrar o local, além de fornecer todas as informações solicitadas pelos parlamentares.

O diretor ressaltou que a unidade tem 680 leitos e trabalha diariamente com quase sua total capacidade de ocupação.

“Todos os dias trabalhamos com 85% de lotação, mas em alguns casos passamos dos 100%. Os pacientes não ficam mais nos corredores como acontecia antigamente. Não permitimos mais isso e hoje damos um jeito de colocar todos os pacientes que buscam atendimento nos leitos”, comentou.

Segundo Wilson Teslenco, a unidade é referência no atendimento da ortopedia, neurologia, cirurgia cardíaca infantil e queimaduras.

Além disso, destacou que a unidade recebe por mês entre R$ 13,5 a R$ 14,2 milhões por mês, recursos provenientes da União, do Governo do Estado e do município de Campo Grande, mas que os valores ainda são insuficientes.

“Fechamos todo mês com um déficit de aproximadamente R$ 4 milhões. A dívida da Santa Casa já está chegando a R$ 180 milhões”, esclareceu.

Além disso, o presidente destacou aos parlamentares que os principais problemas enfrentados pela atual gestão estão relacionados à degradação do prédio e o alto custo para manutenção de contratos de terceirização de equipamentos.

“O prédio tem mais de 30 anos e nunca passou por uma grande reforma. Estamos assinando um convênio com o Ministério da Saúde no valor de R$ 11 milhões para reformar vários setores da unidade”, frisou.

Aos deputados, o presidente da Santa Casa destacou que a maioria dos pacientes é vítima de traumas.

“O setor de ortopedia representa 60% do atendimento. São muitos pacientes que sofreram acidentes de trânsito, principalmente os motociclistas. Essa grande demanda será resolvida com a inauguração da unidade do trauma, que poderá abrigar mais 113 leitos”, esclareceu.

Logo após a declaração, os deputados foram conhecer a obra da unidade de trauma que está paralisada.

Wilson Teslenco relatou que a construção do local iniciou há 10 anos e até hoje não foi concluída.

“Já foi gasto aqui uma quantidade exorbitante de recursos públicos e a sociedade até agora não foi beneficiada. A obra foi suspensa novamente porque havia problemas na planilha elaborada pela antiga gestão. Agora retomamos as conversas como Ministério da Saúde e nos próximos dias vamos apresentar um relatório que mostrará o que precisa ser feito para concluir a obra. Acredita que ela será retomada dentro em breve”, finalizou.

Para o deputado estadual Amarildo Cruz, presidente da CPI da Saúde em MS, a visita foi positiva porque foi possível verificar in ‘loco’ a estrutura do hospital e o atendimento oferecido à população.

“Foi possível perceber que a atual gestão se esforça ao máximo para oferecer o melhor atendimento aos pacientes. Sabemos que ainda tem muito para melhorar, mas percebemos essa vontade na atual administração. Em relação à unidade de trauma, vamos cobrar a abertura desse espaço que vai possibilitar um espaço a mais para os pacientes da ortopedia”, disse.

Segundo o deputado estadual, Junior Mochi, a Santa Casa precisa com urgência da abertura da unidade de trauma.  

“É preciso desafogar o hospital e isso vai acontecer com a inauguração desse novo espaço. A CPI vai se empenhar para cobrar a retomada das obras daquele local”, finalizou. 

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