Na tarde de hoje (5), a Comissão Processante da Câmara Municipal de Campo Grande fez a leitura da defesa, enviada pelo prefeito Alcides Bernal (PP), onde não convenceu os parlamentares a arquivar a denúncia. O relatório foi lido pelo relator da comissão, vereador Flávio César (PT do B), e por unanimidade os vereadores decidiram que seguem com as investigações já que o texto não deu explicações satisfatórias para o seu arquivamento, segundo Flávio César.
Segundo o presidente da comissão Edil Albuquerque (PMDB), eles darão a possibilidade do prefeito Alcides Bernal (PP) se explicar melhor. “Nós concluímos essa parte dos trabalhos e daremos continuidade com as oitivas, para que as testemunhas do prefeito possam se defender e até o próprio prefeito será convocado para se defender”, explicou Edil.
Após o período das oitivas a Comissão fará um relatório do qual decidirão se arquivam a denúncia ou segue para a votação do plenário e segundo Edil Albuquerque os trabalhos serão finalizados ainda este ano. “Nós estamos trabalhando no sentido de antes do Natal nós entregarmos porque temos outras peças aqui para serem analisadas, que é o caso do orçamento”, comentou.
Para o vereador Flávio César, a maior parte da defesa só ataca os vereadores. “O que nós percebemos é que a maior parte da defesa vem no sentido de tentar desqualificar a câmara municipal, a formação da comissão processante e até mesmo envolvendo a Comissão Parlamentar de Inquérito da Inadimplência que não tem nada a ver com o mérito do objeto que nós estamos trabalhando”, enfatiza.
Questionado se pensa que o afastamento do prefeito seria melhor para a comissão trabalhar, o vereador Flávio César preferiu não expor sua opinião. “Não tenho uma opinião formada e tenho que pensar junto com a comissão”, declarou.
Na defesa do prefeito Alcides Bernal, ele alegou que não recebeu a ata do dia da formação da Comissão Processante, do dia 15 de outubro. O prefeito também alega que alguns vereadores anteciparam os seus votos, durante manifestações na câmara. Disse que não houve sorteio dos vereadores que integrariam a Comissão Processante, apenas deliberaram da Mesa.
Para que o prefeito seja cassado é necessário dois terços dos votos dos vereadores, ou seja, 20 votos dos 29 vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande.
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