O proprietário da empresa Jagás, Elton Luiz Crestani, que firmou contrato emergencial com a Prefeitura Municipal no dia 14 de março para o fornecimento de gás GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), foi ouvido pela Comissão Processante como informante, por ter sido citado na denúncia que motivou a abertura da investigação.
Na reunião, o relator da Comissão, vereador Flávio César, explicou que o contrato foi firmado com a empresa Jagás enquanto havia um processo licitatório em andamento na Prefeitura para aquisição de gás GLP, sendo que a empresa Jagás apresentou no contrato emergencial um valor maior do que aquele ofertado durante o pregão presencial.
Questionado, Elton Crestani afirmou que a Prefeitura nunca lhe pediu para abaixar os preços e alegou que o preço apresentado pela empresa MICMAR, ganhadora da licitação, “é impraticável. É um preço abaixo do valor de mercado. Eles iam vender pelo valor que eu compro o botijão. E por isso entramos com recurso contra a licitação, porque o preço da MICMAR não podia ser praticado por nenhuma empresa”.
Elton Crestani afirmou ainda em seu depoimento que o contrato emergencial com a Jagás foi rescindido por telefone, após a contratação da empresa ganhadora da licitação. “Me ligaram da Prefeitura dizendo que não era mais para eu fornecer a partir daquele dia e eu parei. Inclusive, quero pedir aos senhores uma cópia dessa rescisão de contrato, porque nem eu tenho”, revelou.
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