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Política

CPI da Saúde da AL gasta aproximadamente 350 mil em 6 meses

6 dezembro 2013 - 12h30 Por Leide Laura Meneses/Com informações da assessoria

 A Comissão Parlamentar de Inquérito já encaminhou a prestação de contas para o Departamento Financeiro da Assembleia Legislativa. Foram gastos aproximadamente R$ 350 mil com pessoal, hospedagem, combustível, alimentação, material gráfico e materiais de expediente. Os valores gastos pela CPI foram para investigar mais de R$ 4 bilhões gastos com a saúde em MS nos últimos cinco anos.

 

Conforme determina o regimento interno da Assembleia Legislativa, ao final da CPI o presidente da Comissão encaminha à Diretoria Financeira o relatório com a prestação de contas. Por ser competência exclusiva da Mesa Diretora, qualquer interpelação deverá ser encaminhada à mesma ou através do seu Presidente, deputado Jerson Domingos.

 

Além disso, com base na Lei Estadual 4.416 de 16 de outubro de 2013, que dispõe sobre o acesso à informação, a Casa de Leis disponibilizará as informações necessárias dos gastos realizados na Comissão Parlamentar de Inquérito e não o presidente da CPI no prazo de 20 dias.

 

Faz-se necessário esclarecer que o documento pedindo informações do deputado estadual Marquinhos Trad sobre os gastos da CPI não foi encaminhado ao presidente da Comissão, mas à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

 

A CPI vem esclarecer que em momento algum integrantes da Comissão disseram à imprensa que foi pago R$ 70 mil com um consultor de São Paulo, como foi publicado indevidamente em alguns meios de comunicação.

 

Também ressalta que a relação com todos os nomes dos assessores e respectivos gabinetes e partidos a que são ligados serão divulgados posteriormente, após a publicação da prestação de contas pela Mesa Diretora.

 

A CPI não foi partidária e nunca teve esse objetivo. A relação com todos os assessores e seus respectivos partidos será divulgada. A CPI era composta por um deputado de oposição e quatro da base aliada do Governo.

 

Por fim, os cerca de R$ 350 mil gastos durante os seis meses da CPI já resultaram várias conquistas que representam muito além daquilo que foi gasto na investigação. Pode-se destacar, entre elas:

 

Exoneração da Secretária Estadual de Saúde, Beatriz Dobaschi;

 

Exoneração de Ronaldo Persches da direção do Hospital Regional de Campo Grande;

 

Criação pelo Governo do Estado de uma Comissão para rever todos os contratos do Hospital Regional de Campo Grande;

 

Abertura do Pronto Atendimento Médico do Hospital Regional de Campo Grande;

 

Retomada da obra da Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Moreninhas II, que devia ter sido inaugurada há mais de um ano;

 

Celebração de convênio do Governo do Estado com a Santa Casa de Campo Grande que prevê repasse à entidade de 84 parcelas mensais de R$ 750 mil;

 

Saída do médico Abalberto Siufi da direção do Hospital do Câncer de Campo Grande, que passou a ser administrado por Carlos Alberto Moraes Coimbra;

 

Saída do médico José Carlos Dorsa da direção do Hospital Universitário de Campo Grande, que passou a ser administrado por Cláudio Wanderlei Luz Saab;

 

Redução do valor de contratos na ordem de até 60% do Hospital Universitário de Campo Grande;

 

Aprovação do projeto que obriga a fixação, em local visível, da escala de profissionais que trabalham no plantão dos hospitais e postos de saúde.

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