O Estado de Mato Grosso do Sul, apesar das tensões que envolvem a questão fundiária indígena, está confiante no encaminhamento de uma solução para os conflitos a partir da compra de terras, pela União, para ampliação das reservas. O clima de confiança, a disposição das partes envolvidas em acatar os novos prazos e a participação do Governo do Estado, criando o Fundo Especial para promover a compra das terras, contribui de forma decisiva para a solução em curto prazo dos primeiros casos de conflito, como o das terras na região conhecida como Buritis.
Segundo o secretário Wantuir Jacini, da Segurança Pública, “o bom senso tem vencido as tensões e até agora estamos conseguindo evitar qualquer tipo de conflito, desde que o Governo federal, apontando soluções, pediu apenas mais prazo para vencer barreiras burocráticas”. Para Jacini, a agilidade com que o Governo do Estado tem atuado, não só na criação do Fundo Estadual de Terras Indígenas, proposto e aprovado pela Assembleia Legislativa, mas também promovendo rapidamente as mudanças na Lei, sugeridas pelo governo federal, cria-se os meios para que a questão fundiária chegue ao seu final.
A solução dos impasses no campo a partir da compra de terras está sendo utilizada pela primeira vez no País em Mato Grosso do Sul e resulta de uma série de negociações e entendimento envolvendo não apenas as lideranças de indígenas e produtores como também técnicos estaduais e do governo federal, bem como representantes do Ministério Público e da Igreja Católica. Recentemente um documento intitulado Paz no Campo reuniu as lideranças mais expressivas para apoiar o caminho de consenso entre os setores envolvidos. “Até aqui, apesar dos problemas e das tensões que nos obrigam a estarmos atentos, temos verificado que prevalece o bom senso. E, como estamos muito perto da solução, estamos também muito perto de mostrarmos ao Brasil um caminho novo, produtivo e civilizado para essa questão”, comentou o Secretário de Segurança.
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