Hoje (27), durante entrega de prêmios do IPTU, o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), se defendeu das acusações que o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Mário César (PMDB), fez quando disse que o desembargador João Batista da Costa Marques, que concedeu duas liminares para livrar o prefeito Alcides Bernal (PP) do processo de cassação, teve seu filho Rubens Moraes da Costa Marques, nomeado chefe da Divisão de Patrimônio e Espaços Culturais da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), da prefeitura.
Questionado sobre tal nomeação Bernal disse que não conhece o rapaz. “Eu acho um absurdo ele querer agora atacar o Tribunal de Justiça do nosso estado. Isso é uma demonstração de falta de respeito com o poder judiciário. Se ele achar que o desembargador vai deixar de fazer justiça para beneficiar o filho, ele está subestimando a inteligência dos jornalistas e da população”, comenta.
Ele também falou que o arquiteto Rubens Moraes da Costa Marques é funcionário da prefeitura desde o ano de 2007, portanto desde a gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho.
Bernal também falou que novas alianças estão se formando. “A vida segue, eu não posso perder o foco. A gente tem que trabalhar, a administração é constante. Aqueles que quiserem somar conosco, vão ser bem vindos e está chegando PTB, PDT e PSL”.
No evento estava presente o vereador Edson Shimabukuro (PTB), que falou que sempre teve vontade pertencer e ajudar a administração municipal. Com a nomeação do engenheiro Jean Saliba para a presidência da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), publicada no Diário Oficial (Diogrande) de ontem, Shimabukuro mudou de opinião. “Agora eu estou com a base aliada do prefeito e meu voto é acompanhando a base aliada”, explica.
O prefeito precisa de dez dos 29 vereadores votando pelo arquivamento da indicação de cassação, constante no relatório final da Comissão Processante. Com shimabukuro na base aliada somariam sete vereadores votando contra e ainda estão negociando o apoio de Jamal Salém (PR), Paulo Pedra (PDT), Alceu Bueno (PSL), Carlão (PSB) e Paulo Siufi (PMDB).
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