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Política

Prefeito da Capital cria comitê para acelerar obras paralisadas

25 março 2014 - 12h41 Por Mayara Medeiros / PMCG

Obras que, juntas, somam mais de R$ 80 milhões e que deveriam estar em pleno andamento na Capital tiveram seu processo paralisado no ano passado, prejudicando o desenvolvimento da cidade e, consequentemente, deixando de gerar benefícios para milhares de pessoas. O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP) se reuniu nesta manhã (25) com o superintendente da Caixa Econômica Federal, Paulo Antunes Siqueira, servidores da instituição financeira e das secretarias municipais para a criação de um comitê a fim de dar celeridade aos projetos e garantir que a prefeitura não perca os recursos. Como é o caso da obra do PAC 2 – Anhanduí, cujos recursos corre o risco de serem devolvidos para a União.

Representantes da Semadur, Seintrha, Emha, Procuradoria-Geral do Município e da Caixa Econômica Federal debateram o andamento de cada projeto e a maneira de garantir que essas obras sejam retomadas ou iniciadas. Os contratos ativos junto à CEF são os seguintes: PAC 2 – Bálsamo, Segredo e Taquaral Bosque; PAC 2 – Drenagem urbana e controle de erosão/ Complexo Anhanduí, Cabaças e Areias; PAC 2 – Anhanduí; além de aproximadamente outros 30 projetos do Orçamento Geral da União que, juntos, somam R$ 40 milhões e estão atrasados, paralisados e alguns não foram iniciados.

O superintendente da Caixa deixou o prefeito a par da realidade e comunicou que recursos de onze projetos correm o risco de serem devolvidos ao Ministério das Cidades, já que o prazo para o processo de início dos mesmos está terminando.

 “São projetos que ficaram parados e os processos de início não foram realizados para garantir esses recursos. O tempo agora é curto”, explicou Paulo Antunes. Embora haja o fator tempo, o representante da CEF ressaltou que recebeu uma ligação do Ministro das Cidades, Gilberto Guimarães Occhi, que pediu atenção especial para Campo Grande, ao entender que houve uma crise política no município, o que acabou resultando nessa realidade.

O prefeito acredita que sua equipe conseguirá devolver esses projetos para a população, que não pode receber as conseqüências de erros cometidos pela gestão municipal. “Estamos aqui para trabalhar por Campo Grande e não vamos permitir que as pessoas sejam prejudicadas. Vamos dar celeridade em tudo e fazer andar todas essas questões que estavam paradas por burocracias que poderiam ter sido sanadas há muito tempo. Estamos criando um comitê que vai dar agilidade e celeridade nestes processos. Em um mês, vamos todos realizar ações que deveriam ser feitas em seis meses”, garantiu Gilmar Olarte.

Além das obras do PAC 2, a Prefeitura tem contratos ativos com a CEF na área da habitação, que ultrapassam as cinco mil unidades habitacionais. É o caso do Residencial Nelson Trad, que irá beneficiar 1,6 mil famílias e mesmo finalizado, por questões burocráticas e falta de gestão, não foi entregue à população. A previsão agora é a de que o condomínio seja entregue neste semestre. Os projetos habitacionais de Campo Grande somam hoje R$ 330 milhões.

Além dos projetos paralisados, o Município já tem aprovado junto ao Ministério das Cidades R$ 500 milhões em projetos do PAC 2 – Pavimentação e Qualificação de Vias e o PAC 2 – Mobilidade Urbana. O primeiro envolve a pavimentação de vários bairros da cidade e terá investimento de R$ 311 milhões. Já o projeto de mobilidade urbana, envolve recursos de R$ 180 milhões e o projeto básico contém corredores exclusivos de ônibus, terminais, viadutos, além de novos modelos de pontos de ônibus.

O prefeito, juntamente com sua equipe e a Caixa Econômica Federal irá manter uma frequência de encontros a fim de acelerar a assinatura destes contratos para que as obras possam ser iniciadas o mais breve e garantir desenvolvimento e qualidade de vida para os mais de 800 mil habitantes de Campo Grande.

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