“Campo Grande e Mato Grosso do Sul todo já sabe do que esta acontecendo”. Com essas palavras iniciou seu depoimento à imprensa na tarde desta sexta-feira (25), o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal.
Às 15 horas de hoje, o prefeito cassado trouxe ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), documentos, varias informações importantes, que certamente é de interesse daqueles que querem buscar a verdade. “À prova de que em Campo Grande se praticou um crime político”, diz Bernal.
“Nós vivemos um golpe criminoso e político onde 23 vereadores ceifaram o direito político de mais de 270 mil eleitores e essa situação é extremamente grave, abre um precedente desastroso da democracia e a justiça há de garantir a democracia, porque se não já justiça, não há democracia. E a Polícia, o Ministério Público, nesse caso o Gaeco, tem cumprido um papel relevante para desmascarar uma quadrilha que estava agindo, capitaneado pelo prefeito ilegítimo e pelos vereadores que estão lá", afirma.
Perguntado sobre a investigação, Bernal alegou não ter conhecimento do que esta sendo feito à título de investigação. Disse estar ali à disposição e frizou a importância da imprensa acompanhar o caso de perto.
“Quem denunciou, julgou, condenou e se beneficiou. Aqueles que acusaram, julgaram e estão dentro da Prefeitura hoje juntamente com o usurpador do poder. E o que envolveu toda essa situação, a polícia há de descobrir, o próprio Diário Oficial traz a prova, o presidente da Câmara Municipal indica o secretário de finanças e o secretário da receita. O presidente da comissão processante é nomeado secretario do desenvolvimento econômico, o relator da comissão processante foi cotado pra ser o secretario de meio ambiente e urbanismo, não quis mas indicou o seu tio, então acho que mais prova do que isso é desnecessário", complementa.”.
O objetivo do Gaeco,o ex-prefeito disse não conhecer até porque o processo tramita em segredo de justiça e tudo o que sabe é por conta do que a imprensa noticia. O ex-prefeito conta que por onde passa as pessoas o perguntam: "Bernal como é que nós damos o voto nas urnas depois 23 vereadores vão lá e tiram? Isso é inconcebível", desabafa.
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