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Política

Bernal segue com ação contra Puccinelli por ter feito ‘afirmação levianas’

25 abril 2014 - 12h31 Por Mayara Medeiros

O prefeito cassado de Campo Grande, Alcides Bernal, disse nesta tarde em entrevista à imprensa, na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que segue com a ação contra o governador André Puccinelli (PMDB) no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“O governador fez afirmações levianas sobre mim, em Dourados. Por conta dessa afirmação leviana estamos processando-o, pra que ele  responda por sua atitude irresponsável. Ele é o governador, tem que dar bom exemplo, e respeitar a todos independente de quem seja.”A ação é movida desde o dia 31 de março e refere-se a crimes contra a honra. No último dia 28, o governador disse em palanque que Bernal foi cassado porque é ladrão.

Indagado sobre a prisão de um dos pivôs da investigação do Gaeco, Ronan Feitosa, ex-assessor da prefeitura, ele afirmou que era “amigo” do prefeito Gilmar Olarte. Bernal se ofereceu para depor, alegando que tinha informações que poderiam ajudar nas investigações, iniciadas no dia 11 de março, quando Ronan foi preso e apreensões de documentos foram realizadas, inclusive na residência do prefeito atual.

Ronan Feitosa “é pessoa da relação do vice-prefeito”, referindo-se ao atual prefeito da Capital, Gilmar Olarte. “Ele foi apresentado a mim pelo vice-prefeito e foi nomeado para trabalhar junto ao vice-prefeito”.Sobre o fato de no dia 30 de agosto, Ronan Feitosa ter representado Bernal em evento em Corguinho, o ex-prefeito respondeu: “Não tinha autorização para falar em nome da prefeitura. Quem representa o município é o prefeito. Se fez isso foi de forma irresponsável”.

Apesar de atribuir Ronan Feitosa à cota de funcionários que serviam o então vice-prefeito Gilmar Olarte, Bernal não o demitiu, mesmo depois do rompimento das relações políticas com o correligionário ou após, em dezembro do ano passado, o ex-assessor ter sido expulso da igreja presidida pelo atual prefeito.Só no dia 18 de março, quando Gilmar sucedeu Bernal na prefeitura, Ronan foi demitido do cargo que lhe dava um salário mensal de R$ 5,9 mil.

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