O MPE (Ministério Público Estadual), no final da tarde de ontem (19), pediu o afastamento temporário do presidente em exercício da Câmara Municipal de Campo Grande, Flávio Cesar (PT do B), e dos vereadores Airton Saraiva (DEM), João Rocha (PSDB), Carlão (PSB), Chiquinho Telles (PSD), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Carla Stephanini e Paulo Siufi (PMDB).
A decisão foi tomada com base, no suposto constrangimento feito pelos vereadores em relação à parlamentar Luiza Ribeiro (PPS), durante ao uso da palavra livre na tribuna logo após o depoimento dela nas investigações na suspeita dos 8 vereadores terem participado de um esquema de compra de voto, para cassar o prefeito Alcides Bernal.
Segundo a reclamação de Luiza, os vereadores Flávio Cesar, Saraiva, Carlão, Carla Stephanini e Paulo Siufi passaram a cobrar publicamente que a Câmara adotasse medidas para puni-la, o que de fato, segundo a Câmara, não ocorreu.
De acordo com o pedido do MPE, os vereadores figuram entre os investigados com suspeita de participarem de um esquema de negociação para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em março de 2014.
Os promotores citam os áudios dos telefonemas falando sobre pagamentos de até R$ 1 milhão para que cada vereador votasse favoravelmente aos interesses do grupo, totalizando R$ 20 milhões pelos votos.
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