Com um auditório lotado, mais 1,4 mil pessoas acompanham o Congresso Internacional da Carne, que está sendo realizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O evento é organizado pelo Federaçao da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e IMS-Opic.
O evento reúne nesta quarta e quinta-feira representantes de 11 países e 19 estados brasileiros e tem como pano de fundo o tema ‘Carne de qualidade para todos os povos’.
Os primeiros palestrantes da manhã foram Marcus Vinícius Pratini de Moraes, representando o presidente da IMS, Arturo Llavallool, que não pode comparecer devido à interferência do vulcão chileno no espaço aéreo argentino. Pratini foi contundente ao defender a legislação ambiental que está sendo analisada no Congresso Nacional. “Não podemos deixar quem é de fora colocar regras no nosso País”, disse, qualificando como exagero algumas conotações que vem sendo dadas à nova legislação.
Outros palestrantes da manhã foram a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, que fez palestra sobre o tema “O agronegócio e o sucesso do Brasil no mercado de carnes”, e o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Francisco Jardim, que representou o ministro Wagner Rossi. Jardim palestrou sobre “Os investimentos do Brasil na pecuária e a relação com os mercados internacionais”.
A senadora Kátia Abreu trouxe o panorama do mercado consumidor nacional, com a ascendência ao consumo da classe C, que atualmente tem mais poder de compra do que as classes A e B juntas. Demonstrou as perspectivas que isso representa para a pecuária, tendo em vista que o reflexo mais imediato do aumento de renda do brasileiro pode ser visto na mesa. Kátia Abreu também apresentou os números do agronegócio nacional, com o setor respondendo por 38% das exportações. Proporcionalmente, a pecuária responde por 30% e a agricultura por 70% do PIB do setor. “Se não fosse o agronegócio, a balança comercial brasileira estaria seria negativa”, destacou.
Em seu pronunciamento de abertura, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel , destacou que a pecuária brasileira, com seu imenso potencial para seqüestrar carbono, pode ser importante aliada como mitigadora dos efeitos do aquecimento global. Riedel fez referencia ao Código Florestal, que está sendo votado no Congresso Nacional, enfatizando que a legislação congrega com equilíbrio os objetivos igualmente importantes de permitir avanço do setor agropecuário e de assegurar a preservação do meio ambiente. “O novo Código Florestal também não prevê novos desmatamentos e não anistia produtores como se tem dito, mas respeita o processo histórico de consolidação das atividades agropecuárias em nosso País”, enfatizou.
Helton Verão com informações da assessoria
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