Com a participação de ATERs (agentes de assistência técnica e extensão rural), agricultores e estudantes, acontece nesta quarta-feira (23), o Dia de Campo sobre a cultura da mandioca na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados. As atividades começam a partir das 7h30, com palestra e três estações simultâneas, abordando o panorama da cultura na região Centro Sul do Brasil, as pesquisas em melhoramento genético da Embrapa, as cultivares industriais certificadas no Sistema de Cultivares Crioulas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, método rápido de determinação de amido e alternativas de aproveitamento de resíduos de origem animal na adubação orgânica para a mandioca.
O pesquisador Auro Otsubo ministrará palestra sobre o quadro atual da produção da mandioca no Centro Sul do país (MS, SC, PR, SP), principal pólo industrial dessa raiz, mostrando exemplos das diferentes formas de utilização e o sistema de produção dessa região. "O Brasil produz cerca de 26 milhões de toneladas de mandioca/ano. A região Centro Sul do Brasil é onde ocorre o sistema de produção mais intensivo do mundo, com maiores produtividades, na média 53%, acima da média brasileira", diz o pesquisador.
No campo, durante a Estação 1, Otsubo falará sobre os cuidados no plantio, como são geradas novas cultivares, os resultados de trabalhos com cobertura de solo e o melhoramento genético para geração de variedades de materiais para a região Centro Sul. As pesquisas são realizadas em Mato Grosso do Sul (Dourados, Ivinhema e Naviraí), Paraná e São Paulo, em uma parceria entre Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Mandioca e Fruticultura (de Cruz das Almas/BA), Agraer, Iapar (do Paraná), a Unioeste (de São Paulo), além de cooperativas e indústrias do setor.
Na segunda estação, a analista de Transferência de Tecnologia, Carmen Pezarico, apresentará as características das cultivares Baianinha, Espeto, Fibra, Fécula Branca, Nega Maluca, Cascuda e Olho Junto, que se tornaram aptas ao plantio com cobertura do Seaf (Seguro da Agricultura Familiar) desde a safra de 2010, quando os produtores também passaram a ter acesso ao crédito.
Isso somente foi possível após um trabalho de pesquisa entre Embrapa, Associação de Produtores e Industrializadores de Mandioca, a Agraer (Agência de Desenvolvimento, Pesquisa e Extensão Rural), Conselho de Desenvolvimento Rural do Estado de Mato Grosso do Sul e Banco do Brasil. Essas cultivares são de domínio público e antes não possuíam o certificado de características fitotécnicas. Ainda nessa estação, o técnico agrícola da Embrapa, Júlio Leal, demonstrará como é realizada a determinação da matéria seca em experimentos de pesquisa, que culmina na porcentagem de amido da mandioca industrial.
Mariana Anjos / Com Informações DouraNews
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