Para aproveitar a presença da Secretária Nacional de Segurança Pública Regina Miki em Dourados ontem, durante a solenidade de aniversário do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) os produtores rurais, principal-mente da região de Douradina que estão ameaçados de perder suas terras para os indígenas, realizaram um protesto pacífico na manhã desta sexta-feira (1º) na frente a sede da instituição.
O governador André Puccinnelli elogiou a forma com que os produtores realizaram o protesto. “Todo protesto organizado, consciente, educado, em que se pede um diálogo para que discutamos as proposições de todos os setores é bem visto por nós. Portanto essas lideranças rurais que vêm se manifestar e têm o direito de fazê-lo, dentro do regime democrático que por nós são entendidos como proficientes, corretos, e sentaremos ‘à mesa’. O motivo da secretária nacional do Ministério da Justiça estar aqui é para se inteirar a pedido do Ministro da Justiça dos problemas indígenas, dos problemas de segurança da faixa de fronteira, e das diversas questões que vão ser iniciadas a ter tratamento hoje”, disse o governador.
Mais uma vez o governador fez duras criticas a Fundação Nacional do Índio (Funai). Segundo ele o órgão tem sido inerte perante a obrigação de defender os interesses dos indígenas. A fala foi durante o momento em que ele estava misturado ao protesto.
“A Funai pode ser que melhore daqui pra frente porque até agora ela não fez nada, pelo contrário só atrapalhou, não tem dinheiro, não tem nada, qual o projeto que a Funai fez para Panambizinho?. Houve a substituição daquele senhor chamado Márcio Meira, por uma senhora que na primeira reunião que tivemos em Brasília, parece ser ponderada, parece ser com os pés mais no chão”, ponderou o governador.
Segundo ele a representante do Ministério da Justiça veio disposta a encontrar uma solução para o problema aliado aos esforços que vem sendo feitos pelo governo através da Secretaria de Justiça e Segunça Pública. “Os nossos patrícios indígenas têm direitos, têm, mas não se sobrepõem aos direitos dos demais, nós também temos direitos, os negros também têm direitos e o governador tem que olhar por este ângulo, eu não sou contra a demarcação, mas o governo tem que entrar na conversa, aqui em Dourados não dá para aumentar a Bororó e a Jaguapiru, não tem espaço, está dentro do perímetro urbano, como é que vai fazer?”, indagou o governador que, ao final de sua fala, foi aplaudido pelos produtores rurais.
Mariana Anjos / Com Informações Dourados Agora
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