O setor de hemodiálise da Santa Casa está interditado porque parte da estrutura física desabou e por conta disso, os pacientes que recebem atendimento foram removidos e estão sendo atendidos em uma clínica particular.
O presidente da Associação Beneficente Campo Grande - ABCG, mantenedora da Santa Casa, Wilson Teslenco, se pronunciou sobre o fato e se solidariza com os usuários.“Infelizmente, os maiores prejudicados são os que mais necessitam. Mas ficamos satisfeitos com a iniciativa dos novos diretores de encaminharem os pacientes para um outro local sem deixar de prestar atendimento a eles,” completa.
A clínica Indor, terceirizada que utiliza o setor no hospital e realiza o tratamento, atende diariamente 30 pessoas por dia. O vazamento de água em uma manilha do prédio, segundo apurações preliminares, foi a causa do rompimento do muro de arrimo e o desabamento de parte do prédio onde fica o estoque do setor de nefrologia, próximo à sala de atendimento da hemodiálise.
Conforme informações da ABCG, o desabamento atingiu a rede elétrica e de gás e por isso não é possível manter o atendimento. Segundo declaração da presidente da Recromassul (Associação dos Renais Crônicos e Transplantados), Maura Jorge, a única preocupação é saber se a Hiperrim terá capacidade para atender os pacientes encaminhados. Em média, cada pessoa fica de 3h30 a 4h nas máquinas de hemodiálise, que filtra o sangue e o tratamento é feito um dia sim, um dia não.
Ceyd Moreles
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