Em Dourados, foi registrado o primeiro caso de leishmaniose visceral humana em uma criança de apenas dois anos, moradora no Bairro Canaã III. O Departamento de Vigilância em Saúde da cidade já estava monitorando o bairro e toda a região, pois no local há vários casos da doença, que transmitida pelo mosquito infectado. A doença é mais comum em cães.
Para a confirmação do caso o Centro de Controle de Zoononzes (CCZ) orientou a família a encaminhar a criança ao Hospital Universitário que possui uma equipe especializada, que realizou exames e foi comprovada a doença sendo medicada a tempo.
Leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania Chagasi. Embora alguns canídeos (raposas, cães), roedores, edentados (tamanduás, preguiças) e equídeos possam ser reservatório do protozoário e fonte de infecção para os vetores, nos centros urbanos a transmissão se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cachorros, que adquirem a infecção e desenvolvem um quadro clínico semelhante ao do homem.
A doença não é contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado. Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de 10 dias a 24 meses.
Ainda não foi desenvolvida uma vacina contra a leishmaniose visceral, que pode ser curada nos homens, mas não nos animais.
Mariana Anjos / Com Informações Dourados News
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