Buscando melhorar missões de salvamento, o instrutor capitão Frederick Caldeira de Rocha, juntamente com os monitores Alex de Alencar e Givanildo Pinto Correa, inovou mostrando aos alunos como confeccionar materiais alternativos para salvamento aquático, durante o curso do Centro de Formação de Sargento (CFS).
Visando aprimorar conhecimento e novas técnicas, o instrutor de Tática de Salvamento Aquático, capitão Caldeira, foi até o Ceará conhecer a ideia do RESCUE-PET (equipamento flutuante feito com garrafa pet) e trouxe essa invenção para Campo Grande.
O equipamento que substitui o RESCUE-TUBE (sua composição é feita de espuma de polietileno expandido de células fechadas) durante o salvamento de vítimas de afogamento. “Este novo equipamento tem um baixo custo, além de ter fácil manuseio. Pode socorrer duas vítimas conscientes ao mesmo tempo. Sendo mais leve que o RESCUE-TUBE, que tem valor maior”, completa o capitão.
Para se ter uma ideia o valor do RECUE-TUBE é de R$ 290,00. Já na compra dos produtos para confecção do RESCUE-PET o gasto é de R$20,00. Através das desvantagens da compra dos equipamentos mais caros, e como forma de incentivar o aperfeiçoamento do produto, os alunos confeccionaram vinte e um RESCUE-PET que serão distribuídos a unidades do interior e da Capital, como forma de divulgar o equipamento.
O Curso de Formação de Sargento/2012 teve inicio no mês de fevereiro, e termina em julho com a formação de 42 alunos, sendo 10 mulheres e 32 homens. São ministradas aulas com materiais específicos de táticas de sobrevivência aquática, táticas no atendimento hospitalar, incêndio e salvamento em alturas.
Conforme o capitão, o flutuador é composto de material resistente com acabamento vinílico, impermeável e na cor laranja. É preenchido por quatro garrafas PET em seu interior. A flutuação suporta de 80 a 110 quilos. É transpassado por um cadarço de nylon de 25 milímetros de largura. Possuí uma corda de polietileno com 2,6 milímetros de comprimento que liga o bombeiro ao RESCUE-PET. “Confeccionar este material nos trouxe mais aprendizado, além de contribuirmos para natureza ajudando a salvar vidas”, finalizou o capitão.
Mariana Anjos / Com Informações Notícias MS
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