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Saúde

Mato Grosso do Sul registra queda de 33% na mortalidade materna

28 maio 2012 - 12h34 Por Markito

Para melhorar o atendimento à gestante e reduzir ainda mais o número de óbitos maternos, o Ministério da Saúde vai intensificar ações da Rede Cegonha em Mato Grosso do Sul. No Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (28), a Secretaria de Estado de Saúde publicou a Resolução número 49 que resolve republicar a constituição da Rede Cegonha do Estado.

O Estado registrou a redução de 33% no número de casos de mortalidade materna em 2011. De janeiro a setembro de 2011 foram contabilizados 16 óbitos de mulheres decorrentes de complicações na gravidez e no parto, oito casos a menos em relação ao mesmo período do ano anterior. Mato Grosso do Sul acompanha a tendência de queda detectada no Brasil em 2011, primeiro ano de funcionamento do programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde.

No Brasil, entre janeiro e setembro do ano passado, foram registrados 1.038 óbitos maternos, o que representa redução de 21% em comparação ao mesmo período de 2010, quando 1.317 mulheres morreram por estas causas.

 Lançada em março do ano passado, a Rede Cegonha já destinou R$ 2,5 bilhões para qualificar a assistência à mulher e ao bebê.  Está prevista, ainda, a publicação de recursos para mais 100% dos municípios referente ao componente pré-natal.

“O desafio existe. Nosso esforço é para impedir mortes maternas evitáveis, em parceria entre o governo federal, os estados e os municípios. A Rede Cegonha é uma importante aliada da mulher, pois oferece cuidados integrais à saúde da mulher e da criança”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a apresentação dos dados em videoconferência do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais de saúde.

O encontro, que ocorrerá periodicamente, irá permitir melhor acompanhamento das avaliações do óbito materno e compartilhamento das ações de enfrentamento.

A Rede Cegonha busca assegurar a expansão e qualificação de maternidades; leitos; Centros de Parto Normal; Casas da Gestante, do Bebê e Puérpera (mulher que acabou de ter o bebê); o direito ao acompanhante no parto; exames de pré-natal; planejamento familiar, acompanhamento das crianças até os 2 anos de idade, entre outras ações. Todos os Estados e o Distrito Federal já aderiram à Rede Cegonha.

 Outra novidade é a distribuição - para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) que realizam o pré-natal - do sonar, equipamento para ouvir e monitorar o coração do bebê ainda na barriga da mãe e verificar as condições físicas dele. A Rede Cegonha também auxilia as gestantes no deslocamento para as consultas de pré-natal. Até o momento, 1.291 gestantes estão cadastradas em 59 municípios de 11 estados para receberam o auxílio de até R$ 50,00.

Mariana Anjos / Com Informações Notícias MS

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