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Saúde

Instituição ‘Cotolengo’ paralisa atendimento por falta de repasse da Prefeitura

25 fevereiro 2013 - 06h45 Por Mariana Anjos

Nesta manhã de segunda-feira (25), as mães da Cotolengo - Orionópolis Sul-mato-grossense, tiveram uma surpresa ao ir deixar seus filhos no local, pois foram chamadas a participar de uma reunião e souberam que a partir desta terça-feira (26) não poderão deixar seus filhos na instituição por que dará início a uma paralisação por tempo indeterminado por que não recebe o repasse da Prefeitura dede o início do ano e não pode mais se manter sem esta ajuda.

A instituição cuida, em período integral, de aproximadamente 38 crianças e jovens com paralisia cerebral grave, onde no local é feito todo o tratamento de reabilitação, com fisioterapia e fonoaudióloga, alem de toda a alimentação e cuidados com a higiene. A Cotolengo vive de doações e esta verba que há meses não é recebida, serve para o pagamento de uma média de quatro funcionários e gasolina para o transporte das crianças que os pais não têm condições de levar e buscar, disse a Assistente Social da casa, Patrícia de Oliveira.

Em função dessa paralisação que terá início nesta terça, dezenas de mães se reuniram e foram até a Secretaria Municipal de Saúde Publica – Sesau, para falaram e cobrarem do Secretário Municipal de Saúde Pública, Ivandro Fonseca, uma posição e resolução sobre o problema.
 
A Dona de Casa Luciane da Silva Mansini Barbosa, utiliza a instituição há cinco anos. Ela é mãe do jovem Marcos Vinícius, 17 anos, e neste período nunca tinha visto algo um problema dessa questão. “O meu filho, como também de todas as mães, precisam desse tratamento e se eles param podem atrofiar e perder todo o avanço que já tiveram com os cuidados que recebem”, enfatizou.
 
“É um absurdo isso que estão fazendo, pois faz tempo que é feito esse repasse e agora eles alegam que há irregularidades com no convênio. A gente recebe um salário mínimo de auxilio social, mas não dá para pagar esses tratamento e a Cotolengo é realmente um opção muito boa para que nosso filhos tenham um pouco de dignidade em sua vida tão limitada”, destacou ainda a mãe.
 
A também Dona de Casa Dalila Ismara Lopes, que deixa sua filha de 17 anos, Beatriz Ismara Lopes, há 14 anos na escola, ficou totalmente pasma com a situação que presenciou nesta manhã e não acreditou que nesta terça sua filha não terá o atendimento que já esta acostumada. “Minha filha chora quando ela não vai, pois lá é como se fosse o mundo dela, onde ela é bem cuidada, se diverte e tem seu progresso a cada dia-a-dia”, enfatizou.
 
Dalila também disse que em todo esse tempo que sua filha fica no local, nunca tinha visto isso acontecer muito menos ter a chance de fechar de vez, caso o repasse não seja retomado. A Assistente Social da Instituição Patrícia de Oliveira contou que eles levaram um ofício até a Prefeitura, entraram em contato a Secretaria de Saúde, mas que a única resposta que tiveram é que estão verificando a questão e nenhuma reposta foi dada até o momento. 
 
O site MS Repórter procurou o Secretário de Saúde em seu gabinete, mas ele não estava. O Assessor dele, João Carlos Silva, ele não estava sabendo desse problema e está aguardando o secretario chegar para conversar sobre o assunto e dar uma posição sobre o repasse à instituição.
 

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