Com o agravante do outono-inverno, doenças respiratórias atingem principalmente para crianças e idosos. A Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande (Sesau) promove nesta terça-feira (2 de abril) ações no Recanto São João Bosco (asilo). A programação teve início às 7h30min e se estende até às 11 horas com atividade educativa sobre tuberculose, oferta de coleta de exame e atividade física. A iniciativa, que marca o Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24 de março), busca chamar a atenção para as ações de prevenção da doença.
Em Campo Grande, no ano de 2012, foram notificados 321 casos novos da doença, com índice de cura de 65,1%. Já no ano de 2011 foram notificados 277 casos novos, com índice de cura de 64,3%. O Ministério da Saúde preconiza índice de cura de 85%. Nos dois anos, o índice não foi alcançado.
A primeira ação da Sesau aconteceu no dia 21 de março no Centro de Triagem e Apoio ao Migrante (CETREMI), Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), com o objetivo de divulgar a esta população os sinais e sintomas da doença com distribuição de folders. No local foram feitas também palestras educativas, rastreamento da doença por meio da busca ativa de casos (exames) a fim de proporcionar diagnóstico precoce.
Algumas populações estão mais vulneráveis à tuberculose, tais como moradores de rua, pessoas que vivem em grande aglomerados, asilados e albergados e idosos e portadores de HIV/Aids. A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK) que afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo. Os sintomas são: tosse por duas ou mais semanas, com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre (vespertina) e suor noturno.
Transmissão
A transmissão da Tuberculose pode ser feita por meio de tosse, fala ou espirro de uma pessoa doente sem tratamento. O diagnóstico é baseado na busca ativa de casos de pessoas com tosse há mais de 15 dias, sendo ofertado exame de escarro, raio x e prova tuberculínica. O tratamento é gratuito em todas as unidades de saúde, com duração de 6 meses, devendo este paciente ser acompanhado continuamente até a cura com o objetivo de interromper a cadeia de transmissão e evitar possíveis adoecimentos.
Atendimento
De acordo com a Coordenadora Municipal de Vigilância Epidemiológica, Erci Harumi Hirota é importante que ao perceber alguns destes sinais, o paciente procure o serviço de saúde mais próximo de sua casa para coleta do exame de escarro, que pode ser feita no momento da consulta.
Para a gerente técnica do Programa Municipal de Controle da Tuberculose Vanessa Aquino Ferraz o grande desafio é fazer com que o paciente não abandone o tratamento. Segundo ela é importante que o paciente não abandone o tratamento já que a duração é de seis a nove meses, com dose diária.
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