O Dia D da Mobilização Nacional de Vacinação Contra a Poliomelite ocorre neste sábado (8), em Campo Grande. O lançamento acontece desde às 8 horas, na Estratégia de Saúde da Família Aero Rancho IV, localizado na Rua Ezequiel Ferreira de Lima, esquina com a Rua Leonor Garcia Pires. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, em Mato Grosso do Sul a população alvo a ser vacinada é de 180.487 crianças a partir dos 6 meses até os menores de cinco anos de idade (6 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias), com meta mínima a atingir de 95% deste grupo, o que corresponde a 171.463 crianças.
Na Capital, cerca de 800 pessoas vão estar envolvidas na campanha, distribuídas em 120 postos de vacinação, nas Unidades de Saúde, escolas, hipermercados, centros comunitários, terminais de ônibus e shopping centers. Já no interior, todas as unidades da saúde participarão da campanha disponibilizando as vacinas para a população.
Neste ano, o público alvo a ser vacinado na campanha é a partir dos seis meses, com a vacina oral (VOP), as chamadas gotinhas. Isso porque as crianças menores de seis meses já estão sendo vacinadas com a injetável (VIP) nos postos de vacinação.
É importante reforçar que os pais não se esqueçam de levar a caderneta de vacinação dos filhos para que o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança. De acordo com o cronograma do calendário básico de vacinação, a criança recebe as duas primeiras doses – aos dois e aos quatro meses – do esquema com a vacina inativada poliomielite (a VIP), de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses) e o reforço (aos 15 meses) continuam com a vacina oral (a VOP).
Se a criança menor de cinco anos nunca tiver tomado nenhuma dose injetável, não tomará as gotinhas neste momento. Deverá iniciar o esquema vacinal com a injetável. Por esse motivo, o Ministério da Saúde recomenda que os estados e municípios disponibilizem também a injetável nas suas unidades básicas de saúde, embora nesta campanha sejam utilizadas as duas gotinhas. O objetivo é evitar que crianças que estejam com o esquema vacinal contra a poliomielite atrasado percam a oportunidade de vacinação.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil serviu de exemplo para outros países ao adotar, a partir do ano de 1980, a estratégia anual de campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite em duas etapas, vacinando crianças menores de cinco anos de idade independente do estado vacinal anterior.
O último caso registrado da doença no Brasil foi em 1989, na Paraíba. As ações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) estão voltadas à manutenção do país livre do poliovirus selvagem. Desde 1994, o país mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite.
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