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Saúde

Obras da Unidade do Trauma estão paradas devido à fiscalização do Ministério da Saúde

12 junho 2013 - 06h55 Por Lucas Junot

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (12), o presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Wilson Levi Teslenco, informou que as obras da Unidade do Trauma estão paradas devido à fiscalização do Ministério da Saúde, que resolveu rever medições e planilhas de gastos do convênio. De acordo com o presidente, os mesmos pontos foram anteriormente fiscalizados e aprovados pelo próprio ministério.

Conforme informou Teslenco, os recursos para a construção do prédio estão alocados, depositados em uma espécie de conta conjunta entre a Santa Casa de Campo Grande e o Ministério da Saúde, mas só podem ser retirados depois que o ministério concluir a revisão das planilhas e medições.

O entrave esbarra na burocracia das exigências do governo federal, que tem solicitado o envio de diversos documentos, por parte da Santa Casa. A diretoria informou que levará de 60 a 90 dias para a conclusão do procedimento.

Dados fornecidos pela junta administrativa revelam que existem cerca de R$ 5 milhões a serem investidos na conclusão do prédio. Deste total, em torno de R$ 2,6 milhões seriam destinados ao pagamento da Coletto Engenharia e R$ 1,8 milhão para custear equipamentos de responsabilidade da Santa Casa. O balanço ainda apresenta um saldo de R$ 630 mil, mas Teslenco garantiu que outras despesas ficaram de fora.

Desafios

O presidente da ABCG ressalta o fato de que a construção do prédio é apenas uma das três principais preocupações da junta administrativa. “Precisamos estabelecer convênios para a aquisição de equipamentos e mobiliário, para que a Unidade do Trauma seja de fato instalada. Além disso precisamos obter recursos para garantir o custeio desses 149 novos leitos”, informou.

A Unidade do Trauma corresponde a ¹/4 (um quarto) da Santa Casa, em número de leitos. O custo operacional da unidade, conforme o presidente, é bastante superior, uma vez que a dinâmica de recuperação de pacientes de trauma é longa e diferenciada.

A construção da Unidade do Trauma era prevista dentro de 365 dias, mas, com os agravantes, já duram quase dois anos.

    

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