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Saúde

Mesmo com classificação de risco, Santa Casa ainda sofre com a falta de leitos

8 agosto 2013 - 06h14 Por Mariana Rodrigues

 A falta de leitos na Santa Casa tem se tornado um fato comum, o caso se agravou com a suspensão dos encaminhamentos para novos atendimentos direcionados ao Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Universitário de Campo Grande. Segundo o diretor técnico da Santa Casa, dr. Luiz Alberto Kanamura, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (8), com a falta de leitos na cidade, os pacientes acabam sendo encaminhados para a Santa Casa.

Para tentar acabar com a falta de leitos no hospital foi feito um acordo entre o Governo do Estado realizado no último dia 30 de julho, que estabeleceu que pacientes classificados pela Santa Casa como de baixo risco ou em casos de baixa complexidade (pacientes classificados como azul e verde) serão encaminhados para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, ou para o Hospital Regional.

Porém conforme informado por Teslenco, o remanejamento dos pacientes classificados como verde ou azul, não tem reduzido os atendimentos mais simples na Santa Casa. “A Santa Casa encaminha 40 pacientes por dia, o que representa 21% dos pacientes atendidos, mais ainda não é o suficiente”, destacou o presidente da ABCG.

 A maior procura ainda é por cirurgias, conforme informou o presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), o número de pacientes esperando no centro cirúrgico é de 24 pessoas até a manhã de hoje. Os pacientes considerados mais graves, que estão na área vermelha esperando atendimento chegam a 13. “A área vermelha se tornou uma unidade de terapia extensiva devido a falta de leitos. O ideal seria que os pacientes fossem para um atendimento nas enfermarias, mas isso não acontece pela falta de leitos” disse Teslenco.

Número de acidentes de trânsito

Ainda durante a coletiva, Kanamura divulgou os números de acidentes registrados na Capital. Segundo ele nos meses de janeiro a junho deste ano foram registrados 2.983 acidentes de trânsito, destes 2.118 envolvendo motos, no mês passado foram 531 acidentes, 389 envolvendo motociclistas.  Já no período de 1º de agosto até o dia 8, foram registrados 157 acidentes, destes 112 envolveram motos.

Os motociclistas ainda representam um número muito grande em envolvimento de acidentes, e esta categoria geralmente são as que mais precisam esperar por uma cirurgia ortopédica, pois geralmente sofrem fraturas expostas e perda de algum membro. Como é o caso de Roger de Oliveira Rodrigues, 24 anos, que chocou a moto em que estava contra a traseira de um caminhão. Ele chegou a Santa Casa às 11h desta quarta-feira (7), classificado como paciente de alto risco, foi encaminhado para área vermelha do hospital e está aguardando para realizar cirurgia na perna. “Não estou mais sentindo dor, depois que estabilizaram minha perna fiquei melhor, agora tenho que esperar pela cirurgia”, disse o jovem.

Outro paciente que aguarda uma vaga é Juliano Tomaz de Oliveira, 24 anos, morador de São Gabriel do Oeste. Ele caiu do telhado de uma altura de aproximadamente sete metros enquanto ajudava seu pai. Chegou às 10h40 de ontem e aguarda para fazer cirurgia na região do cotovelo, pois sofreu fratura exposta.

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