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Saúde

Cassems investe em hospital e Clínica de Hemodiálise

12 agosto 2013 - 14h04 Por Leide Laura Menesesom informações da Assessoria

 Atualmente o Hospital da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) de Dourados já realiza o procedimento de hemodiálise em alguns pacientes, com foco nos que necessitam do procedimento e estão em tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I), mas entendendo a necessidade dos beneficiários do município e região a Cassems ampliará este atendimento criando uma Clínica de Hemodiálise na unidade hospitalar. O prazo para funcionamento pleno deste novo setor é de dois a cinco meses.

De acordo com o diretor de Unidades Hospitalares da Cassems, Flávio Stival, o Hospital de Dourados já realizou cerca de 400 atendimentos de hemodiálise em um ano, a ideia é dobrar este número e fornecer este serviço 24 horas por dia. “Sentimos esta necessidade de criar uma clínica, comprar equipamentos modernos e oferecer mais este serviço essencial aos nossos beneficiários que dependem da hemodiálise, pois sabemos que não é um tratamento fácil e requer uma atenção especial. Sem dúvida Dourados e região merecem mais este avanço da nossa Cassems”, explica.

Flávio Stival ressalta que já foram adquiridas três máquinas de última geração para a unidade hospitalar. “Como afirmamos a fase é de implementação, mas já adquirimos os equipamentos e nossa intenção é realmente inovar, dar a atenção que estes beneficiários que sofrem com insuficiência renal merecem”, disse.

Sobre o porquê a Clínica de Hemodiálise será criada no Hospital de Dourados o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, explicou que o município é um polo, o segundo maior do estado e comporta o atendimento de uma grande região. “Sentimos a necessidade de investir em Dourados por conta do grande número de beneficiários que procuram o Hospital da Cassems de toda a região. Como o município é o segundo maior do estado temos que dar esta atenção especial”, ressalta.

Para Catarina Febronia de Oliveira, mãe do paciente de hemodiálise do Hospital de Dourados, Mário Márcio, o atendimento humanizado realizado na unidade hospitalar é um grande diferencial. “Além de todo o equipamento moderno o que com certeza salvou a vida do meu filho foi o atendimento dedicado e humanizado dos profissionais do Hospital Cassems de Dourados, aqui fomos muito bem recebidos e atendidos. Vim de Miranda para cá procurando uma qualidade de vida melhor para o Mário e encontrei”, conclui.

Hemodiálise

A Hemodiálise é um procedimento artificial de filtração sanguínea, que emprega como método-base, a diálise. Trata-se de uma opção de tratamento para pacientes portadores de insuficiência renal aguda ou crônica, substituindo a função dos rins.

Através da diálise são retiradas da corrente sanguínea todas as substâncias tóxicas e prejudiciais ao organismo, que se encontram em excesso, como por exemplo: a ureia, a creatina, o sódio, o potássio, a água, entre outros, resultantes da insuficiência renal crônica.

O trabalho da hemodiálise é semelhante ao do rim humano, porém este órgão trabalha 24 horas por dia, enquanto que os pacientes de hemodiálise submetem-se a um período de tempo determinado, geralmente três vezes por semana, por quatro horas, completando 12 horas. No entanto, a quantidade de sessões necessárias a cada paciente será indicada pelo seu médico, de acordo com o estado físico, sua alimentação, peso, altura, criança ou adulto e gestante. Na verdade, o objetivo é que o paciente sinta-se bem, levando uma vida o mais saudável possível, com os níveis de metabólitos controlados, livre de inchaços, febre e com sua pressão controlada.

O processo de Hemodiálise

Para o processo em si, utiliza-se um equipamento, o qual se denomina dialisador que possui um conjunto de pequenos tubos chamados de “linhas”. Através deste aparelho, parte do sangue do paciente é retirado, passando através da linha arterial do dialisador, onde então acontece a filtração sanguínea, e o retorno ao organismo do paciente pela linha venosa.

Dados

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia os estudos populacionais em diferentes países têm demonstrado prevalência de doença renal crônica de 7,2% para pessoas acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos.

No Brasil, cerca de dez milhões de pessoas têm alguma disfunção renal. A prevalência de doença renal crônica é de 50 /100.000 habitantes, inferior ao que é visto nos Estados Unidos (110/100.000) e no Japão (205/100.000), o que sugere que seja uma doença subdiagnosticada no nosso meio.

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia existem em torno de 100 mil brasileiros em diálise, com uma taxa de internação hospitalar de 4,6% ao mês e uma taxa de mortalidade 17% ao ano. A grande maioria dos pacientes falece sem sequer ter acesso a essa terapia, por falta de diagnostico.

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