É comum associar a dor de ouvido, principal sintoma da otite, ao verão, à piscina e ao mar. De fato, a excessiva exposição à água aumenta a umidade no conduto auditivo e faz com que os casos de otite cresçam em até 70% na estação. A otite de verão, conhecida como otite externa, ocorre quando houve retirada da cera que protege o ouvido, facilitando a entrada de germes e fungos presentes na água, o que causa a inflamação.
No entanto, o inverno também é período para se preocupar com a otite. Segundo o otorrinolaringologista Pedro Paulo Bidart Sampaio Rocha, médico cooperado da Unimed Campo Grande, a incidência de otite na estação mais fria do ano também é alta. “A otite do ouvido médio, a mais comum no inverno, está diretamente relacionada a gripes, resfriados, sinusite e outras doenças causadas pela inflamação das vias respiratórias altas. Através da secreção produzida por essas doenças, vírus e bactérias conseguem migrar para o ouvido médio, causando a inflamação”, explica Dr. Pedro Paulo.
Entre os principais sintomas estão dor de ouvido, febre, sensação de ouvido tapado e mal-estar geral. O tratamento nem sempre exige o uso de antibióticos, por isso, é importante procurar a orientação de um médico especialista.
Para que a otite não seja um problema para você e sua família, Dr. Pedro Paulo repassa algumas dicas que podem ajudar a prevenir a infecção:
- Limpe, com freqüência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, evitando que fique acumulado no nariz e na garganta.
- Beba bastante água;
- Umidifique o ambiente;
- Proteja o ouvido contra a entrada de água;
- Não tome remédios por conta própria e nem siga sugestões de conhecidos para aliviar a dor de ouvido, isso pode piorar o caso.
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