O médico da UPA do Vila Almeida, Renato Figueiredo informou ao MS Repórter que ainda não obteve nenhuma informação sobre o seu afastamento do quadro de funcionários da SESAU. Ele se limitou a dizer que está tranquilo sobre sua conduta. “Até o momento não recebi comunicado oficialmente sobre meu afastamento, estou tranquilo com relação a minha conduta e continuarei trabalhando normalmente”, explica.
O caso foi divulgado em um site de notícias onde o secretário municipal de saúde, Ivandro Fonseca diz que o prefeito Alcides Bernal determinou o afastamento do médico e instalação de sindicância em função de um atendimento no dia 9 de outubro, no UPA do bairro Vila Almeida. O médico relatou em forma de desabafo em sua página pessoal do facebook a rotina que teve durante seu trabalho, onde a falta de estrutura e a superlotação fazem com que o atendimento seja feito de forma precária, mas, contudo conseguiu salvar a vida de pessoas que estavam com parada cardíaca, câncer, trombo embolismo pulmonar entre outras doenças graves, sem mencionar nome de paciente, apenas apontando falhas do SUS.
A acompanhante do paciente, que era da área de psiquiatria, identificada apenas como Camila Graziela, e que segundo o médico mencionou no facebook, estavam aos gritos, atrapalhando o atendimento das pessoas que estavam em estado grave, escreveu na comunidade virtual “Aonde não ir em Campo Grande”, que o médico foi negligente no exercício da profissão e que providências estariam sendo tomadas sobre a situação.
Entramos em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande para esclarecermos a dúvida se esse afastamento é verídico e o que realmente houve naquele dia, mas até o fechamento dessa matéria a SESAU não respondeu as nossas perguntas, que foram enviadas por e-mail.
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