Apenas 155 dos 1.595 médicos que obtiveram diploma no exterior e por isso realizaram a primeira fase do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras) foram aprovados na primeira etapa. O número representa 9,72% do total de participantes. Os dados foram apresentados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) no fim da tarde desta segunda-feira (28).
A primeira etapa, com provas objetiva e discursiva, foi realizada em agosto deste ano. A segunda fase envolve habilidades clínicas, em que os participantes simulam atendimento médico. A próxima etapa acontece nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro.
O presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, destacou que o Revalida, que atende à legislação brasileira sobre a revalidação dos diplomas obtidos no exterior, contou com a participação de 37 instituições públicas de ensino superior. Segundo ele, todas trabalharam para estabelecer critério único para o processo.
Este ano, o Revalida registrou quase o dobro da edição do ano passado, quando 884 participantes se inscreveram.
Entram na avaliação conteúdos e competências das cinco áreas de exercício profissional: cirurgia, medicina de família e comunidade, pediatria, ginecologia-obstetrícia e clínica médica. Além disso, o exame estabelece níveis de desempenho esperados para as habilidades específicas de cada área.
O exame é aplicado todo ano desde 2011 e orientado pela matriz de correspondência curricular para fins de revalidação de diplomas de médico expedidos por universidades estrangeiras.
Ainda de acordo com o Inep, a avaliação foi estabelecida como forma de unificar de maneira nacional o processo e se tornou referência no uso de parâmetros igualitários de formação médica no País, em acordo com as diretrizes curriculares nacionais dos cursos de medicina.
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS