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Saúde

Sustentabilidade de plano de saúde é tema de debate na Fetems

1 novembro 2013 - 14h30 Por Leide Laura Meneses/Com informações da assessoria

 O presidente da Caixa dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), Ricardo Ayache, participou nesta quinta-feira (31), da Assembleia Geral da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). No evento ele falou mais uma vez sobre os desafios da saúde suplementar e o cenário da Caixa dos Servidores.

Ayache falou para mais de 350 trabalhadores em educação, entre delegados e presidentes dos Simteds, sobre os altos custos assistenciais da saúde e a necessidade de incrementos nas finanças da Caixa dos Servidores.

Ricardo explicou como a Cassems partiu de um sonho de cuidar da saúde dos servidores públicos de Mato Grosso do Sul, para se tornar o maior plano de saúde do Estado e um dos maiores do país. Porém, para assegurar a continuidade desse crescimento, segundo ele, é necessário aumentar a arrecadação da Caixa dos Servidores para 12%.

Apesar de a Caixa dos Servidores estar bem posicionada, atualmente, no mercado, equilibrada entre receitas e despesas, Ayache acredita que é o momento de compartilhar ideias, dificuldades e definir soluções e possibilidades. “Quando criamos a Cassems, em 2000, pouca gente acreditava que nos tornaríamos tão grande como somos hoje, e, nestes quase 13 anos, construímos um dos melhores planos de saúde do Brasil. Fizemos isso com equilíbrio, solidez e sustentabilidade, sem perder o foco na humanização do atendimento. Nós temos observado, nos últimos meses, um aumento exponencial das despesas com a assistência a saúde. Só para se ter ideia, a inflação no país é de 6%, já a da saúde é de 16%. Se quisermos garantir a manutenção da qualidade do nosso plano de saúde, o tempo de definir o nosso futuro é agora”, alertou o presidente.

 

Para o presidente da Fetems, e o coordenador do Fórum dos Servidores, Roberto Magno Botareli, mais uma vez a Fetems dá provas da sua democracia e da sua luta constante pelos direitos dos trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul. “Queremos manter a qualidade de atendimento prestado pela Cassems, por isso é muito importante a visita do presidente Ricardo Ayache, para explicar o cenário e os desafios da nossa Caixa”, salientou.

Na oportunidade, Ayache falou ainda sobre o tensionamento na saúde brasileira, tanto no setor público, quanto na saúde suplementar, na qual a Cassems está inserida. A escassez de médicos, a estrutura deficitária no interior do país, a forte regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o envelhecimento populacional, a incorporação de novas tecnologias, a judicialização do setor e o crescente custo assistencial foram alguns dos temas debatidos, de forma democrática, participativa e transparente na reunião. “O cenário exige análise profunda do momento atual e, por meio do diálogo permanente, ouvindo as vozes dos setores envolvidos e compartilhando ideias, devemos pensar o futuro da saúde no Brasil e os rumos da nossa Cassems”, conta.

Aguardando resposta

O Fórum dos Servidores Públicos, através de uma comissão de representantes, protocolou no dia 10 de outubro, um ofício solicitando reunião com o governador André Puccinelli. O objetivo desse encontro é debater o possível aumento da participação do poder público na contribuição da Cassems. Os servidores ainda não receberam resposta do Governo.

O coordenador do Fórum dos Servidores defende que o custo do aumento na contribuição é necessário para manter a qualidade da Cassems e, assim, cumprir os desafios futuros. Para Botareli, essa conta não pode ficar apenas no bolso do servidor e que também tem de ser assumido pelo Governo do Estado. “Os sindicatos devem se unir para poder mostrar para o Governo do Estado que também é preciso um aumento do repasse por parte dele, para que haja paridade. “Hoje, o percentual de contribuição dos servidores para a Cassems está em 5,25% e o do Governo do Estado é de apenas 3,50%, totalizando 8,75%. Para garantir o equilíbrio financeiro da Caixa dos Servidores, o total da contribuição dos servidores e governo tem de chegar a 12%”, disse. 

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