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Trânsito

Plano para tirar dinheiro de circulação de ônibus começa a ser executado sexta-feira

24 agosto 2011 - 04h35 Por Markito

A Prefeitura de Campo Grande, junto da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Assetur), vai reforçar gradualmente a utilização do cartão magnético por usuários do transporte coletivo da Capital. O Plano de Ação para tornar obrigatório o uso do cartão vai começar a ser executado no dia 26 de Agosto, quando em 45 ônibus articulados e nas linhas 302 (Caiobá) e 319 (Dom Antônio Barbosa) será obrigatório o uso do cartão magnético no lugar do dinheiro.

Conforme o plano, após esta primeira ação, aos poucos outras linhas também serão adequadas à nova exigência, que tem como objetivo a diminuição de assaltos em ônibus. A Assetur estuda a melhor forma de fazer com que os cartões e a recarga sejam acessíveis ao usuário em diversos pontos da cidade e em horários alternativos. “Vamos ampliar o número de pontos de venda, e em alguns locais a venda funcionará 24 horas”, afirmou o presidente da Assetur, João Rezende.

Ele explica também que “essa medida é para diminuir a violência praticada no transporte coletivo, e está de acordo com o Ministério Público. O usuário vai ter que tomar providência, e nós vamos fazer a nossa parte”, afirmou Rezende. Segundo ele, a Assetur vai implantar postos de venda de cartões e recarga também na rodoviária e no aeroporto de Campo Grande, para que o usuário eventual, não morador de Campo Grande, também tenha acesso ao transporte público.

Para Rezende, “a maioria da população será beneficiada, por se tratar de uma questão de segurança e de qualidade de vida”. A intenção, conforme o presidente da Assetur, é distribuir pontos de venda em bancas de revista, com vendedores ambulantes, e divulgar ao máximo a rede.

Rezende explica que a Assetur optou por começar a obrigatoriedade do cartão na linha dos articulados por não funcionar 24 horas e abranger grande parte dos usuários sem radicalismo, “vamos usar a oportunidade de implantar uma cultura, um contato que algumas pessoas já aderiram. Alguns vão sugerir ajustes, que poderemos fazer de maneira rápida, isso vai nos permitir experiência”, afirmou lembrando também que o cartão não tem custo para o usuário, apenas a recarga. Nas próximas semanas a Assetur deverá definir a ampliação de pontos de compra e recarga do cartão, em quantidade e localização, além dos horários em que a venda será disponível em cada local.

Usuário

O superintende do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon), Lamartine Ribeiro, também se posicionou a favor da obrigatoriedade destacando a segurança do consumidor. “Esta iniciativa vai proteger o cidadão, e o usuário deverá se adequar”, afirmou.

Ele explica que a lei garante a obrigatoriedade do recebimento da moeda nacional para pagamento, mas que isso diz respeito à compra da recarga, pois, dentro do ônibus não há lei que impeça a obrigatoriedade do uso do cartão magnético com intenção de garantir a segurança dos passageiros.

Lamartine comparou a medida com sistema adotado nos ônibus de circulação interestadual, onde “não circula dinheiro de passagens dentro dos veículos”, destacando que no âmbito municipal, será uma questão de segurança pública. “Será positivo para o consumidor, nós do Procon estamos atentos para que sejam colocados muitos postos de venda, espalhados pela cidade, para que as pessoas não tenham problema com o fato de não aceitarem dinheiro dentro do ônibus”, destacou o superintendente dizendo que é “importante o total acesso à recarga enquanto tiver ônibus em circulação”.

O cuidado que as pessoas devem ter para estarem prevenidas também foi citado por Lamartine, que disse que “quem usa deve estar preparado”. “O consumidor deve se adaptar a isso que é para o bem dele próprio. Quanto menos dinheiro circulando dentro dos ônibus, melhor”, frisou.

 

Ana Maria Assis

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